Suserania’s Weblog

8, 05, 2008

Frase do Dia - 08/05/2008

Arquivado em: Cavaleiro Suserano — suserania @ 1:58 pm
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    “O amor não se define; sente-se”

    (Sêneca)

    Lucius Annaeus Seneca, melhor conhecido como Séneca, o moço, ou ainda, o filósofo classificado geralmente como estoico, nasceu por volta do ano 4 a.C. em Córdova, na altura pertencente ao Império Romano, e morreu no ano 65 d.C. em Roma.

    Apesar de ter sido contemporâneo de Cristo, Séneca não fez quaisquer relatos significativos de fenómenos milagrosos que aparentemente anunciavam o despoletar de uma poderosa nova religião, um facto tanto mais curioso quanto Séneca, como filósofo, ter-se-á interessado por todos os fenómenos da natureza, como observou Edward Gibbon, historiador representativo do iluminismo do século XVIII, perito na história do Império Romano e autor do aclamado livro História do Declínio e Queda do Império Romano, uma referência ainda hoje.

Inspiração em Avatar

Uma coisa boa de estar em casa pela manhã a maior parte da semana é a possibilidade de assistir aos desenhos animados. Um que eu gosto muito e que venho assistindo com interesse é o Avatar.

Um avatar é uma criatura, pessoa, planta ou objeto que carrega parte do poder de um deus, como que para lembrar aos súditos que ele existe e está por perto. O Avatar do desenho era um homem que dominava os elementos básicos da natureza, fogo, terra, água e ar, que morreu há mais de 100 anos e que agora reencarnou como um menino, um monge que sabe apenas as técnicas referentes ao ar.

A nação do fogo entrou em guerra contra o resto do mundo por entender que o fogo é o elemento superior e pretendem capturar o Avatar vivo, pois este é contra este desequilíbrio. O Senhor do Fogo tem de capturar o Avatar vivo, pois sua morte simplesmente o levaria a renascer em um outro corpo e demandaria mais tempo para ser localizado (a China é enorme).

O caso é que o Avatar é uma criança e não sabe a real importância que tem. Por isso mesmo, vi um episódio hoje em que ele é capturado. Esse episódio me interessou muito porque um ninja desconhecido parte em seu resgate.

Esse ninja, que não sabe manipular as chamas como seus inimigos o fazem, consegue libertar o Avatar simplesmente porque foge dos confrontos e entra sorrateiro. Quando precisa enfrentar quatro guardas, os atrai um por um até um esquina de maneira que o próximo guarda percebesse que algo estava errado, caindo na armadilha em seguida. Ele tomava o cuidado de não matar os guardas, usando sua espada mais como ferramenta do que como arma. Ele a usou para partir grilhões e correntes, para destruir e bloquear as armas dos adversários. Assim conseguiu pegar todos eles, soltar o Avatar e quase escapa sem ser notado pelo batalhão. Ele foi localizado porque o Avatar não conhece as técnicas de evasão que ele conhecia e chamou atenção para si.

Quando cercado pelo inimigo, de costas para o portão principal, escuta o general dizer “peguem o Avatar vivo”, daí imediatamente põe as duas espadas no pescoço do Avatar, obrigando ao exército que o libertassem. Fez tudo isso sem sequem abrir a boca para se apresentar ao Avatar.

O caso é que o garoto havia sido capturado por arqueiros lendários, que podiam fixar uma mosca em uma árvore a 100 metros de distância. Um desses arqueiros recebeu ordem de exterminar o ladrão, para que depois se reiniciasse a captura do menino.

O ninja levou uma flecha na testa, mas sobreviveu. Ele usou de um subterfúgio bem conhecido mas pouco usado: sua máscara era de ferro colorido com azul, imitando o rosto de um demônio sorridente. Com todo o corpo enegrecido, seu rosto atraía os ataques para lá, mas seu rosto era o mais protegido pedaço do seu corpo. Ainda assim o ninja desmaiou com o impacto (pouca gente sabe, mas uma flecha viaja a mais de 200 quilômetros por hora).e foi carregado pelo Avatar, que pode correr mais rápido que o vento e que usou uma lufada de poeira para se esconder.

O mais interessante é que o Avatar removeu a máscara do ninja e descobriu que este era o Príncipe da Nação do Fogo. O Avatar não sabe, mas se o Príncipe quiser assumir o trono, tem que trazer o Avatar ao Senhor do Fogo, seu pai.

Se o Príncipe pedisse o Avatar dos seus captores, estes não estariam autorizados a entregá-lo, pois o Príncipe é um tipo de proscrito. O ponto a que quero chegar aqui é o seguinte: o ninja se adapta à situação, como no caso de seu alvo, o Avatar, se tornar o seu refém, por um deslize verbalizado do General. Apesar de ser um grande guerreiro e melhor manipulador de fogo que qualquer um dos que enfrentou, só o silêncio e a astúcia poderia garantir a sua vitória contra tantos oponentes. O próprio Avatar, por ser destreinado, quase pôs tudo a perder, mesmo sendo mais poderoso que todos ali.

Graça, sutileza, leveza, tática. Isso é poder. Isso vence força bruta.

 

7, 05, 2008

A casa de Chá - Parte 1

Neste final de semana eu fui buscar uma caixa com um doutor nazista que era especialista em criptozoologia e microbiologia. Este estava em uma ilha de formação vulcânica, cujos habitantes eram pescadores xenófobos e chatos. Consegui ir parar lá com ajuda de uma agência não governamental que sabe uns podres meus e de alguns colegas que me foram apresentados naquele mesmo dia.

Um era homem branco, um metro e oitenta, ex-fuzileiro e iria ser nosso guarda-costas. Outro era um negro faz-tudo fortão, que conhecia alguma coisa sobre o homem que iríamos encontrar. Havia ainda uma mulher, não sei bem o que ela fazia lá. Eu era o especialista em monstros e magia em geral. Eu não sou um mago, isso é um erro comum, eu só reconheço a magia quando eu vejo, sei o que faz se for relativamente comum e o que eu posso fazer para evitar o pior, também não tive um monstro de estimação e o único monstro que vi até então me traumatizou profundamente. Eu sou um nerd de 42 anos!

Chegamos na tal ilhota e não vimos ninguém. Estava tudo silencioso e escuro, como se todos tivessem ido embora, mas eu não me preocupei com isso, porque estava chovendo como não chovia há anos e havíamos passado seis horas sendo jogados de um lado para outro em um barco pesqueiro para chegar até ali. Acho que esqueci de dizer também que sou preguiçoso e que disse para o negro, que tem o mesmo nome que eu - John - ser o líder da expedição, para que eu não tivesse de preencher a papelada que viria depois, mas sutilmente o comandava através de conselhos bem dados. Saímos debaixo de chuva assim que eu o convenci a arrebentar uma espécie de dispensa enorme, contígua à uma casa e depois de pô-lo para ficar de guarda, junto com o “fuzileiro”, fui dormir o sono dos justos, entre iscas de peixe e ratos.

Pela manhã chovia ainda mais que no dia anterior, se é que isso era possível, com direito a raios e trovões assustadores. Água, água e mais água. O outro John arrombou uma porta que levava para dentro da casa colada ao galpão de mantimentos para conversar com os moradores, logo após bater por uns cinco minutos inteiros e não obter respostas. Qualquer coisa, estávamos andando ainda com mil e seiscentos dólares que haviam sobrado dos dois mil que nos entregou a agência conhecida apenas por Casa de Chá.

Ninguém apareceu. Começamos a andar pela casa e os homens de ação sacaram seus revólveres. Cada um de nós recebeu uma Colt .45, com ordens de não atirar senão em caso de grande necessidade. Apesar de saber atirar muito bem, jamais atirei em nada além dos alvos nos campos de tiro e esperava que continuasse assim.

Eu não gosto de computadores. Sou mais antigo que os computadores pessoais e gosto de pesquisar em livro e desconfio da informação da Internet. Meu equipamento se resumia a papel, caneta, lanterna e arma. Fui eu quem lembrou de que carregávamos lanternas e acendi a coisa para ver por dentro da casa, que estava escura como o inferno. Ninguém aparecia, mesmo com o outro John chamando, chegamos em um quarto e o abrimos, nada, entramos, nada, iluminamos, nada. Nada exceto um cheiro de carne podre.

Andamos pelo aposento e todos se assustaram muito quando o outro John deu um tiro no chão. “O que?” perguntei. “Vocês viram isso?” foi a resposta.

- O que foi que você viu, caralho?
- Um zumbi!
- Um zumbi? Um zumbi de verdade? Cadê?
- Debaixo da mesa! Tentou comer minha bota.

Zombie

Texto por: Ricardo “Cão Babão”

6, 05, 2008

Como Mostrar Para Eles O Que É Ser Herói

Seus jogadores até que são bons, mas não temos nem sequer um herói de verdade entre eles. Todo grupo precisa ter um herói, que motiva o grupo e os empurra na direção correta. E olha que não estou falando de heróis “do Bem”, pois existem jogos em que você pode ser egoísta e presunçoso, mas herói.

Mas então o que faz de alguém um herói?

Um herói é alguém que a despeito das dificuldades, vai lá e faz o que precisa ser feito. Portanto o Mal também tem heróis, daí a importância do grupo do Bem ter heróis. Sem um deles sequer no grupo dos jogadores, tudo pode sair terrivelmente errado quando se depararem com o líder dos Uruk-Rai Guerreiros, com o Darth Vader ou com o Magaren.

Veja bem: esses parem, mas não são os chefões. Os heróis precisam destruí-los para poderem chegar no Saruman, no Palpatine ou no Satangost!

Sem um herói, os aventureiros poderiam se mexer também apenas quando acontecesse alguma coisa, quando o bom é que eles queiram fazer alguma coisa, tenham uma demanda a cumprir, gente para salvar, gente para prender, coisas a realizar. Só um herói os leva a fazer isso. Mas você já deve fazer uma história com um objetivo, nada de ir jogando até que os jogadores digam ao mestre o que eles querem conseguir. Até videogame tem objetivo e chefões.

Existem basicamente dois jeitos de mostrar para eles o que é ser herói: você pede para um brother experiente nisso ser um herói no seu grupo de jogo ou você faz um PNJ (Personagem Não-Jogador) que aparece de vez um quando para ajudar, mostrar a direção, matar aquele monstro difícil, et cetera.

O importante nesses casos é que ele seja heróico: apareceu só para dizer a direção? Ele ou ela o faz em armadura resplandecente, falando de maneira sábia e culta, aponta a direção dando dicas como quem já esteve lá antes, fala algo como “não é mesmo, rapaz?” ao seu cavalo, que responde balançando a cabeça e, mais importante, encoraja o grupo com palavras de apoio. Apareceu para ajudar? Vai enfrentar três ou quatro monstros de uma vez, conhecendo suas fraquezas e explorando as mesmas. Se for um pirata ele o fará gargalhando, se for um guerreiro o fará dando ordens, se for um paladino ele dirá coisas como “morra malfeitor” ou matará com um ar compenetrado e duro.

Espera-se que o grupo não se apóie no herói em tudo, mas que se inspire nele. Seu trabalho é fazer com que os fazendeiros destruam o senhor feudal safado, como no Coração de Dragão, ou derrotar o Mal com total apoio dos outros do lado do Bem, como no Guerra nas Estrelas. Um herói sozinho não consegue deter o Mal…

…exceto talvez no caso do Batman

Texto por: Ricardo “Cão BaBão”

Frase do Dia - 06/05/2008

“Nunca fui capaz de responder à grande pergunta: o que uma mulher quer?”

(Sigmund Freud)

 

Sigismund Schlomo Freud, mais conhecido, apenas, por Sigmund Freud (6 de maio de 1856 - 23 de setembro de 1939), nascido em Freiberg, Moravia, Áustria. Foi neurologista e fundador da Psicanálise.

Um paladino, um destino, um caminho e varias escolhas – Parte 09

Orc Shaman

Após o seu urru ensurdecedor a horda fica silenciosa, estática e a espera de alguma coisa. Alguns dentro da própria horda tremiam de medo, enquanto o Orc Shaman encaminhava em direção os três heróis lentamente. Não demonstrava nenhum tipo de preocupação com os heróis que estavam ali na frente, que estavam impencilhando de sua entrada e destruição total da cidade.

Os heróis estavam esperando a chegada de aquele Orc shaman chegar mais perto para inicializar o combate entre eles. O Paladino já em sua forma máxima foi em direção ao inimigo que estava à frente deles, e tenta o acertar com a sua espada, que não o consegue. No mesmo momento o Orc shamam bate em sua costa fazendo com que se estatele do chão, mas não foi por isso que parou de andar em direção da cidade e dos outros membros do grupo.

O Dante continua esperando o Orc Shaman se aproximar e o Mago Ivan continuou atacando as armas de guerra dos orcs, pelo menos este esperava conseguir provocar o maior numero possível de danos a força deles.

O Orc Shaman começa a preparar uma magia, pelo pulso da energia envolvida seria algo grande e perigoso, que a lança em direção a cidade. Os muros resistem ao impacto de uma bola de fogo de um tamanho bem grande e poder concentrado, mas mesmo resistindo começa a ceder e a rachar. Dava-se para ver que ate mesmo a magia estava se dissipando com o efeito da magia lançado pelo shaman.

O Paladino se ergue para entrar em combate novamente com o Orc Shaman, mas o mesmo acaba sendo atacado por uma flecha gigantesca de acido lançado pelo Shaman. O Shaman sorridente, pensando que já havia derrotado um dos guerreiros que impediam o seu avanço e de suas tropas, fecha a cara imediatamente ao ver que no meio do buraco feito pela flecha de acido se lança o Paladino com as suas asas abertas e voando com toda a velocidade desferindo um ataque nas costas do Shaman que o faz titubear para frente, mas não o faz cair.

Aproveitando esta chance dada pelo Paladino, que distraiu o Orc Shaman, ataca o pela frente com os seus ataques rápidos e precisos. Desta forma faz o Orc ficou ainda mais furioso e começou a atacar tanto o Paladino e o Swasbucker, desferindo golpes fortes e jogando a distancia os dois. O Mago Ivan lança seus mísseis mágicos sobre o Orc Shaman que consegue resistir e não sofrer nenhum tipo de dano.

Todos se olham, se preocupando em desespero de que atrás do Shaman começam a aparecer os outros Orcs Shamans do exercito que estava ali na frente deles. O perigo só aumentava, ate os soldados da cidade estavam fugindo em desespero.

(Continua…)

Texto por: Fenrir,Christian Alencar

5, 05, 2008

Além da Fronteira

A mais ou menos 100 anos se passaram desde a grande hecatombe mágica e tecnológica do passado, que regrediu a sociedade humana a sua pré-era do vapor. Tecnologias foram perdidas ou destruídas, magia e uma coisa que já não se encontra mais ou poucos estão cientes o que vem a ser ela.

O mundo ainda foi invadido por criaturas outro hora que se acreditava serem seres místicos ou fantasias, mortos se levantam e perseguem os vivos para trazerem as suas fileiras, novas raças apareceram e os humanos estão cada vez mais espalhados e com receio de tudo que aconteceu.

Tudo roda entre intrigas, joguetes na sobra, faixas de belas damas e bebedeiras, pistoleiros se duelando. Caçadas constantes de suprimentos e a busca de um porto seguro para passar mais uma noite.

 

A cidade de Nova Marcante, localizada há muito tempo atrás a cidade do México, hoje e uma das poucas cidades que consegue sobreviver a ataques ou roubos. Uma cidade aonde se pode encontrar um pouco de porto seguro para se passar a noite, trabalhar honestamente, tomar um banho e comer uma comida um pouco mais descente. A cidade e controlada pela força presente do xerife Murdoc Hortock, um Orc que conseguiu o respeito da cidade impondo a força e a rigidez da lei. Trazendo assim a paz e prosperidade que vem acontecendo na cidade de Nova Marcante.

A cidade fica com uma parte cravada de um pequeno monte que se elevou durante o hecatombe mágico e tecnológico e a outra parte de frente para a grande planície.

Nova Marcante esta fazendo duas grandes frentes de trabalho, terminar de estabelecer um rebanho bovino e um sistema de águas para melhor sustentabilidade para a cidade. Projetos caros e muito perigosos de acontecer.

Mas aventuras se encontrão dentro da cidade do que propriamente fora dela, mas os perigos e oportunidades se encontram em volta de Nova Mercante.

Sejam todos muito bem vindos a Nova Mercante, aonde seu futuro se faz aonde suas ações os levam.

Como tornar um grupo participativo

Algo que todo mundo quer é ter uma mesa de RPG com pessoas interessadas e interessantes. Eu sempre procurei fazer que meus grupos ficassem os mais heterogêneos possíveis, tipo colocando na mesma mesa mulheres, meninos e homens, promovendo a interação entre os brothers, conhecidos e desconhecidos. Todos ficam amigos e as características de um grupo assim são mais abrangentes que as de um pessoal que só quer “matar, pilhar, destruir!”.

Aonde antes você tinha ações impulsivas e descoordenadas, você tem movimentos ponderados e coordenados. Aonde você via um grupo que hesitava demais, você tem um grupo de bravos, que teme o que está por vir, mas que o enfrenta. Só o tolo não tem medo de nada, e coragem é enfrentar o que se teme, dominando seu medo.

Tudo isso com os mais variados pontos de vista funcionando em conjunto: no grupo temos gente pensando como um bárbaro pensaria, vendo as coisas sob ótica feminina, fazendo as coisas objetivamente como as crianças geralmente o fazem e pensando “e se…” do jeito dos mais velhos. Assim é fácil fazer a história se desenrolar.

Mas e se o grupo começou a jogar agora, só com garotos de 13 a 16 anos e todos estranhos uns aos outros, como acontece muito em convenções? Viram como usei “e se…”? Tenho quase 29 anos!

Não existe uma fórmula pronta para resolver esta questão. A solução para isso talvez esteja na sensibilidade do mestre do jogo. Mas um bom primeiro passo seria adaptar uma aventura para iniciantes, coisa que pouca gente faz hoje em dia…

Falando sério: os caras são novatos, não podem enfrentar nem um troll se falarmos em AD&D, quanto mais um dragão. E se o mestre fizer armas para que eles enfrentem dragões, vai estar tirando o receio natural, que todo jogador deverá ter no futuro, de enfrentar as grandes dificuldades dos jogos vindouros. Daí, sem desafio, sem emoção. O melhor aqui é pôr os jogadores para lutar com goblins abusados e mesmo kobolds ardilosos.

E se o grupo já é de experientes, que já não tem medo de dragões e que portam armas maravilhosas?

Aqui o lance é retirar os caras do lugar-comum. As armas são para enfrentar dragões? Dê a eles um golem de ferro, por exemplo. Esses golems são como os robôs gigantes japoneses e ainda têm um líquido em ebulição dentro deles, que jorra no desgraçado que conseguir cortá-lo. Mas não ponha o golem perseguindo-os, mas como guardião de algo que o grupo quer muito, para que eles tenham de pensar num jeito criativo de derrotar o monstro. Outra maneira de faze-los trabalhar legal seria tirar as armas deles, seja através de ladrões, de uma luta aonde as armas se estragam ou porque a mágica que as alimenta se acabou. Daí você lhes dá uma história aonde terão de enfrentar monstros mais simples (o que facilita a história pra você), mas com algumas complicações pelo caminho, afim de que possam recuperar as armas maravilhosas.

Mas e se o grupo for só de mulheres intelectualmente superiores

Texto por: Ricardo “Cão Babão”

3, 05, 2008

Quem eram os Celtas ?- Parte 3 (Continuação)

3.3 - Sacrifícios humanos e as festas dos fogos

Os costumes populares relacionados com as festas dos fogos da Europa, há certas características que parecem indicar uma prática anterior de sacrifício humano. Pessoas vivas agiram, com freqüência, como representantes do espírito das árvores e do espírito dos grãos, e foram imoladas como tais. Não há razão, portanto, para que não tenham sido queimadas, se fosse possível obter vantagens especiais levando-as à morte dessa maneira.


Dos sacrifícios humanos oferecidos nessas ocasiões, os traços mais claros são os que, há cerca de cem anos, ainda perduravam nas fogueiras de Beltane nas Highlands da Escócia, isto é, entre um povo celta que, localizado numa região remota da Europa e quase totalmente isolado de influências externas, conservara até então o seu velho paganismo, melhor talvez do que qualquer outro povo da Europa ocidental. É significativo, portanto, que os sacrifícios humanos pelo fogo — dos quais há provas indiscutíveis — tenham sido praticados sistematicamente pelos celtas. A mais antiga descrição desses sacrifícios nos foi deixada por Júlio César. As linhas principais do costume parecem ter sido as seguintes. Criminosos condenados eram escolhidos pelos celtas para serem sacrificados aos deuses nas grandes festas realizadas a cada cinco anos. Quanto maior o número dessas vítimas, maior se acreditava que seria a fertilidade da terra. Se não houvesse quantidade suficiente de criminosos, prisioneiros de guerra eram imolados para compensar a deficiência. Quando chegava o momento, as vítimas eram sacrificadas pelos druidas. Algumas eram mortas a flechadas, outras empaladas, e outras ainda queimadas vivas da forma descrita a seguir. Imagens colossais feitas de vime ou de madeira e folhagem eram construídas, e, no seu interior, eram colocadas pessoas vivas e animais de várias espécies. O fogo era então ateado às imagens, e estas queimavam-se com seu conteúdo vivo.

Essas eram as grandes festas realizadas a cada cinco anos. Mas, além dessas festas qüinqüenais, celebradas em grande escala e com um tão grande desperdício de vidas humanas, parece lógico supor que festas do mesmo tipo, mas de menor escala, fossem realizadas anualmente e que delas descendem linearmente pelo menos algumas das festas dos fogos que, com seus vestígios de sacrifícios humanos, ainda são celebradas a cada ano em muitas partes da Europa. As imagens gigantescas construídas de vimeiros ou cobertas com capim nas quais druidas encerravam suas vítimas nos lembram a moldura de folhas na qual o representante humano do espírito das árvores ainda é, com freqüência, enquadrado. Portanto, observando que a fertilidade da terra estava aparentemente na dependência da realização adequada desses sacrifícios, podemos interpretar as vítimas celtas, encerradas em vimeiros e folhagem, como representantes do espírito das árvores ou espírito da vegetação.


Ao que parece, os ritos sacrificais dos celtas da antiga Gália podem ser rastreados nas festas populares da Europa moderna. É na França, naturalmente, ou melhor, na ampla área compreendida pelos limites da antiga Gália, que tais ritos deixaram vestígios mais claros nos costumes de queimar gigantes feitos de vime e animais encerrados em estruturas ou cestos de vime. Esses costumes manifestam-se geralmente no solstício de verão ou mais ou menos nessa época. Disso podemos deduzir que os ritos originais dos quais são sucessores degenerados eram celebrados no solstício de verão. Essa dedução harmoniza-se com a conclusão, sugerida pelo exame geral dos costumes folk europeus, de que a Festa do Solstício deve, de um modo geral, ter sido a mais difundida e a mais solene de todas as festas anuais celebradas pelos primitivos arianos na Europa. Devemos ter presente, ao mesmo tempo, que, entre os celtas britânicos, as principais festas dos fogos foram, sem dúvida, a de Beltane (1º de Maio) e a de Hallowe’en (último dia de Outubro), o que levanta uma dúvida sobre se os celtas da Gália também não teriam celebrado os seus principais ritos do fogo, inclusive os que incluíam a queima sacrificial de seres humanos e de animais do início de maio ou no início de Novembro, e não no solstício de verão.

3.4 - Festas do Solstício de Verão

Em toda a Europa os camponeses têm, desde tempos imemoriais, o costume de acender fogueiras em certos dias do ano e dançar e saltar à volta delas. Costumes desse tipo podem remontar, segundo as evidências históricas, à Idade Média, e sua analogia com costumes semelhantes observados na Antigüidade contribui, com forte ocorrência interna, para provar que sua origem deve ser procurada num período muito anterior ao cristianismo. Na verdade, a mais antiga prova de sua ocorrência no norte da Europa nos é proporcionada pelas tentativas feitas pelos sínodos cristãos, no século VIII, para acabar com esses costumes, sob a alegação de que eram ritos pagãos. Não é raro que sejam queimadas efígies nessas fogueiras, ou que se finja nelas queimas umas pessoas vivas; há razões para acreditarmos que, antigamente, seres humanos eram realmente queimados nessas ocasiões.
Nas Highlands da Escócia, no País de Gales e na Irlanda, as fogueiras, conhecidas como fogos de Beltane, eram acesas antigamente com grande solenidade a 1º de Maio, e os vestígios de sacrifícios humanos eram, nesse caso, particularmente claros e inequívocos. O costume de acender fogueiras perdurou em vários lugares até o século XVIII, e as descrições da cerimônia, por autores da época, apresentam um quadro curiosos e interessante do antigo paganismo que sobreviveu na Inglaterra. John Ramsay relata: “Mas a maior das festas druídicas é a de Beltane, ou 1º de Maio, que era recentemente realizada em certas partes das Highlands com cerimônias extraordinárias. Nos últimos anos, a ela comparecem principalmente os jovens, pois as pessoas de idade mais avançada consideram-na incompatível com sua gravidade. Não obstante, várias circunstâncias relativas a essa festa podem ser recolhidas da tradição ou da conversação com pessoas bastante idosas que testemunharam essa festa em sua juventude, quando os ritos antigos eram melhor respeitados.

A festa é chamada em gaélico Beal-tene, isto é, o fogo de Bel (…) Como outros cultos públicos dos druidas, a festa de Beltane parece ter sido realizada em montes ou lugares elevados. Parecia-lhes degradante para aquele cujo templo é o universo supor que habitasse em qualquer casa feita por mãos humanas. Os sacrifícios que se lhe faziam eram, portanto, oferecidos ao ar livre, freqüentemente no alto das colinas, onde eram presenteados com as mais deslumbrantes vistas da natureza e onde estavam mais próximos da sede do calor e da ordem. E, de acordo com a tradição, era essa a maneira de celebrar a festa de Beltane nas Highlands nos últimos cem anos. Mas, desde o declínio da superstição, ela vem sendo promovida pelos moradores de cada aldeia em algum morro ou elevação em torno da qual um assento de relva era preparado para os espectadores. No meio era colocada uma pilha de lenha ou outro combustível, que antigamente acendiam com o tein-eigin — isto é, o fogo forçado, ou o fogo obtido pelo atrito de madeira seca (need-fire) e ao qual se atribuíam propriedades mágicas. O processo do fogo forçado era o seguinte: “Na noite anterior, todos os fogos da região eram cuidadosamente apagados, e, na manhã seguinte, o material para acender esse fogo sagrado era preparado. O método mais primitivo parece ser o usado nas ilhas Skye, Mull e Tiree. Buscava-se um pedaço bem velho de carvalho, no meio do qual era aberto um buraco, ao qual se aplicava então uma espécie de verruma da mesma madeira. Em certas regiões, porém, o mecanismo era diferente. Usavam uma trama de madeira verde, de forma quadrada, no centro da qual havia um eixo. Em alguns lugares, era preciso três vezes três pessoas, e, em outros, três vezes nove, se sucedessem, em turnos, para rodar o eixo ou verruma. Se alguma dessas pessoas era culpada de assassinato, adultério, roubo ou outro crime, imaginava-se que o fogo não se acenderia, ou que não estaria revestido de suas virtudes habituais. Assim que surgiam fagulhas devido ao atrito violento, aplicavam-lhes uma espécie de agárico que cresce nas bétulas velhas e é muito inflamável. O fogo assim obtido tinha a aparência de vir diretamente do céu, e muitas eram as virtudes a ele atribuídas. Acreditavam que ele era uma proteção contra feitiçaria e um excelente remédio para doenças malignas, tanto no homem como nos animais; também se supunha que ele fosse capaz de modificar a natureza dos mais fortes venenos.

Depois de acesa a fogueira com o tein-eigin, preparavam-se as comidas. E, tão logo terminavam a refeição, os presentes se divertiam algum tempo cantando e dançando em torno do fogo. Ao final do entretenimento, a pessoa que oficiava como mestre-de-cerimônias apresentava um grande bolo feito de ovos e recortado nas bordas, chamado am bonnach beal-tine, ou seja, o bolo de Beltane. Era dividido em vários pedaços e distribuído aos presentes solenemente. A pessoa a quem cabia um determinado pedaço era chamada de cailleach beal-tine, isto é, o carline de Beltane, termo muito pejorativo. Quando se descobria a quem coubera tal pedaço, o resto dos presentes agarrava essa pessoa e fingia que ia atirá-la à fogueira, mas outros se opunham, e ela era salva. Em alguns lugares essa pessoa era deitada no chão, como se fossem esquartejá-la. Depois, atiravam-lhe cascas de ovos e continuavam a chamá-la pelo odioso epíteto durante todo o ano. E, enquanto a recordação da festa ainda perdurava na memória das pessoas, fingiam falar do cailleach beal-tine como se estivesse morto”. (…)


Entre os antepassados pagãos dos povos europeus, a festa dos fogos mais generalizada e popular do ano era a grande comemoração da véspera do Solstício de Verão, ou do dia do Solstício, à qual correspondia a festa dos fogos do Solstício de Inverno. Entre os povos celtas de Land’s End, na Cornualha, por outro lado, as principais festas dos fogos eram as do 1º de Maio ou de Beltane, e do Hallowe’en. Essas duas datas marcam a época em que os pastores levam o gado para pastar e em que com a aproximação do inverno, levam-no novamente de volta para os currais. A divisão celta do ano em duas metades marcadas pelo início de maio e pelo início de novembro data assim de uma época na qual os celtas eram principalmente um povo pastoril que, para sua subsistência, dependia de seus rebanhos, e na qual, por essa razão, as grandes épocas do ano eram os dias nos quais o gado partia de suas fazendas no princípio do verão e aqueles em que para elas voltava novamente no princípio do inverno. (…)

Das duas festas, o Hallowe’en talvez fosse a mais importante, já que os celtas parecem ter datado o início do ano a partir dela, e não a partir da festa de Beltane. Na ilha de Man, um dos redutos em que a língua e o folclore celtas mais resistiram ao sítio dos invasores saxões, o 1º de novembro (calendário antigo) era considerado como o dia do Ano-Novo, até épocas recentes. Assim, os mascarados de Man costumavam sair às ruas na festa de Hallowe’en cantando, na linguagem de Man, uma espécie de canção de Hogmanay (Ano-Novo) que começava assim: “Hoje é a noite do Ano-Novo, Hogunnaa!”. Um dos informantes de Sir John Rhys, um velho de setenta anos da ilha de Man, “havia sido empregado de fazenda desde os dezesseis anos até os vinte e seis, com o mesmo patrão, perto de Regaby, na paróquia de Andreas, e lembra-se de que seu patrão e um vizinho próximo discutiam a expressão dia do Ano-Novo aplicada ao 1º de novembro e explicaram aos jovens que sempre fora assim antigamente. De fato, parecia-lhe bastante natural que assim fosse, já que todos os contratos de ocupação de terra terminam naquela época e todos os empregados começam o seu serviço também nessa época”.


Nas regiões celtas, o Hallowe’en parece ter sido a grande época do ano para se prever o futuro. Todos os tipos de adivinhações eram postos em prática naquela noite. Dathi, rei da Irlanda no século V, estando no monte dos Druidas (Cnoc-nan-druad), no condado de Sligo, durante a festa de Hallowe’en, mandou que seu druida lhe previsse o futuro, entre aquele dia e o próximo dia de Hallowe’en. O druida passou a noite no alto de uma colina e, na manhã seguinte, fez uma previsão ao rei que se tornou realidade. No País de Gales a festa do Hallowe’en era a mais estranha de todas as Teir Nos Ysbrydion, ou Três Noites dos Espíritos, quando o vento, “soprando sobre os pés dos cadáveres”, levava suspiros às casas dos que deviam morrer naquele ano. Acreditava-se que, se, naquela noite, alguém saísse até uma encruzilhada e escutasse o vento, ficaria sabendo das coisas mais importantes que deveriam acontecer nos próximos doze meses.

2, 05, 2008

Um paladino, um destino, um caminho e varias escolhas – Parte 09

Orcs

Após o seu urru ensurdecedor a horda fica silenciosa, estática e a espera de alguma coisa. Alguns dentro da própria horda tremiam de medo, enquanto o Orc Shaman encaminhava em direção os três heróis lentamente. Não demonstrava nenhum tipo de preocupação com os heróis que estavam ali na frente, que estavam impencilhando de sua entrada e destruição total da cidade.

Os heróis estavam esperando a chegada de aquele Orc shaman chegar mais perto para inicializar o combate entre eles. O Paladino já em sua forma máxima foi em direção ao inimigo que estava à frente deles, e tenta o acertar com a sua espada, que não o consegue. No mesmo momento o Orc shamam bate em sua costa fazendo com que se estatele do chão, mas não foi por isso que parou de andar em direção da cidade e dos outros membros do grupo.

O Dante continua esperando o Orc Shaman se aproximar e o Mago Ivan continuou atacando as armas de guerra dos orcs, pelo menos este esperava conseguir provocar o maior numero possível de danos a força deles.

O Orc Shaman começa a preparar uma magia, pelo pulso da energia envolvida seria algo grande e perigoso, que a lança em direção a cidade. Os muros resistem ao impacto de uma bola de fogo de um tamanho bem grande e poder concentrado, mas mesmo resistindo começa a ceder e a rachar. Dava-se para ver que ate mesmo a magia estava se dissipando com o efeito da magia lançado pelo shaman.

O Paladino se ergue para entrar em combate novamente com o Orc Shaman, mas o mesmo acaba sendo atacado por uma flecha gigantesca de acido lançado pelo Shaman. O Shaman sorridente, pensando que já havia derrotado um dos guerreiros que impediam o seu avanço e de suas tropas, fecha a cara imediatamente ao ver que no meio do buraco feito pela flecha de acido se lança o Paladino com as suas asas abertas e voando com toda a velocidade desferindo um ataque nas costas do Shaman que o faz titubear para frente, mas não o faz cair.

Aproveitando esta chance dada pelo Paladino, que distraiu o Orc Shaman, ataca o pela frente com os seus ataques rápidos e precisos. Desta forma faz o Orc ficou ainda mais furioso e começou a atacar tanto o Paladino e o Swasbucker, desferindo golpes fortes e jogando a distancia os dois. O Mago Ivan lança seus mísseis mágicos sobre o Orc Shaman que consegue resistir e não sofrer nenhum tipo de dano.

Todos se olham, se preocupando em desespero de que atrás do Shaman começam a aparecer os outros Orcs Shamans do exercito que estava ali na frente deles. O perigo só aumentava, ate os soldados da cidade estavam fugindo em desespero.

(Continua…)

Texto por: Fenrir, Christian Alencar

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