Suserania's Weblog

31, 05, 2009

A Verdadeira Religião

Autor: Pietro Ubaldi (1952)

Encontrei-me, viajando pelo mundo, em todos os ambientes

Achei-me entre católicos e os observei. Muitos deles eram sinceros e convictos e viviam aplicando, realmente, os princípios de sua religião. Sua verdadeira fé me encheu de admiração. Outros deles, po rem, embora verbalmente se confessassem e nas prá ticas religiosas se manifestassem perfeitamente ortodoxos, não viviam inteiramente seus princípios, de monstrando com fatos que, em realidade, neles não acreditavam de modo absoluto. Isso me encheu de tristeza.

Achei-me, depois, entre os protestantes e os ob servei. Muitos deles eram sinceros e convictos e vi viam aplicando, realmente, os princípios de sua religião. Sua verdadeira fé me encheu de admiração Outros deles, porém, embora verbalmente se confes sassem e nas práticas religiosas se manifestassem perfeitamente ortodoxos, não viviam inteiramente seus princípios, demonstrando com fatos que, em realidade, neles não acreditavam de modo absoluto. Isso me encheu de tristeza.

Achei-me, também, entre os espiritistas e os obser vei. Muitos deles eram sinceros e convictos e viviam aplicando, realmente, os princípios de sua doutrina. Sua verdadeira fé me encheu de admiração. Outros deles, porém, embora verbalmente se confessassem e nas práticas formais se manifestassem aderentes à sua doutrina, não viviam inteiramente seus princípios, demonstrando com fatos que, em realidade, neles não acreditavam de modo absoluto. Isso me encheu de tristeza.

Achei-me, depois, entre os teosofistas, os maçons, es maometanos, os budistas etc. e observei o mesmo fenômeno.

Encontrei-me até entre ateus, materialistas con victos. Não obstante, entre eles encontrei os que pro curavam viver segundo superiores princípios de reti dão. Senti respeito por eles. Qualquer convicção vivida com retida o merece respeito. O que me encheu de tristeza foi ver o ateu, materialista ani malescamente involvido, somente animado de instin tos egoístas para prejudicar o próximo.

Observando-os todos, perguntei a mim mesmo, então: a divisão real, verdadeira, entre os homens, é a de uma religião, doutrina ou crença, ou é, antes, entre o homem sincero e honesto e o homem falso e desonesto, que se encontram no seio de todas as religiões, doutrinas e crenças? Embora as várias divisões humanas, em cada uma delas sempre encontrei esta outra divisa o universal de bons e maus.

Perguntemos a nós mesmos, então: não será esta a verdadeira distinção, muito mais real que a outra em que tanto se insiste? Pertencer ao primeiro tipo de homem, antes que ao segundo, não será muito mais importante e decisivo do que pertencer a um determinado agrupamento religioso? Que importa perten cer a esta ou aquela religião, quando não se e since ro nem honesto? Não é o fundamental em qualquer campo? E não é, então, esta a mais importante entre todas as divisões humanas, muito mais do que a atu almente aceita? Não será essa a divisão que Deus mais assinala, de preferência a outra, que se refere, mais que a bondade do homem, aos interesses hu manos que em torno dela se agrupam?

Qual é o fato mais decisivo para a edificação do homem (isso constitui o objetivo de todas as crenças) — os pormenores dogmáticos e doutrinários, a ortodoxia da letra ou o haver compreendido o simplicís­simo princípio do bem e do mal, princípio universal, existente em todas as religiões, inscrito no espírito humano e, sobretudo, viver esse princípio?

A verdadeira distinção, nesse caso, não é a atu almente vigorante em nosso mundo católicos, pro testantes, espiritistas, teosofistas, maçons, maometa nos, budistas etc. — mas, sim, o justo e o injusto. Esta é a distinção substancial, a que tem valor dian te de Deus, muito mais importante que a outra, que pode ser apenas formal. Na segunda se pode men tir e ela, então, é fictícia; nunca na primeira, que é real.

Por que, então, tantas lutas religiosas e doutrinárias? Não têm elas outro valor senão o de defender o patrimônio conceptual do grupo e os interesses que dele dependem. Por que, então, não reduzir todas as crenças a esse seu denominador comum, que é a sua substância, em que todas se encontram, além de to das as divisões? E por que não achar nessa substân cia a ponte que as une todas numa característica comum, em lugar de procurar em especulações sutis que pode dividi-las? Por que não parar e insistir no que importa acima de tudo; a bondade e a evolução do homem?

Tudo isso é importantíssimo para a fusão das al mas no caminho da unificação, que é o futuro do mundo em todos os campos. Daí nasceria um gran de respeito recíproco, uma nova possibilidade de compreensão, um superior espírito de fraternidade. O cioso amor à ortodoxia, justificável em outros tempos, excitado até o ponto de preferir a letra ao espírito, pode significar uma satânica falsificação da fé na psicologia farisaica, enfermidade de todos os tempos e de todas as religiões. Pode, então, acontecer que se faça da religião o que sempre se tem feito do amor a pátria que, embora santo em si, se transforma em agressividade e guerras contra outras pátrias. Ora, como esse tipo de amor nacional está hoje em vias de desaparecimento, superado pela vida que ca minha para a unificação social, do mesmo modo a vida superará o espírito de absolutismo e intransigência, pois ela se dirige para a unificação religiosa.

É necessário, assim, abandonar o espírito sepa ratista de domínio, em nome de absolutismos, numa verdade que na Terra, para o homem, não pode dei xar de ser relativa e progressiva, isto é, em função de sua capacidade evolutiva.

A vida hoje caminha para a colaboração por compreensão em todos os campos e os imperialismos, políticos ou religiosos, pertencem a fases que esta o sendo superadas. Os imperialismos espirituais retar dam a unificação, que se situa justamente no campo das convicções e das consciências e que não se pode obter com o espírito de absolutismo e de domínio.

Qual é, pois, a religião de substância em que poderão pacificar-se todas as distinções humanas, en contrando-se em seu denominador comum?

A religião de substância é somente uma. A ela pertencem todos os honestos que crêem sinceramen te e vivem suas crenças, sejam católicos, protestan tes, espiritistas, teosofistas, maçons, maometanos, bu distas etc..

Estão, ao contrário, fora da religião, todos os falsos, os injustos, os que interiormente não crêem (embora formalmente em seus lugares), os que não vivem suas crenças, sejam católicos, protestantes, espiritis tas, teosofistas, maçons, maometanos, budistas etc. Estes se igualam no representar a traição a idéia que professam.

Na “Mensagem de Natal” de 1931, diz Sua Voz: “…não está longe o dia em que somente uma será a divisão entre os homens: justos e injustos.” Na Ter ra, em todos os campos, existem sempre dois tipos humanos: o evolvido e o involvido Encontram-se em todas as filosofias, governos, religiões, hierarquias e povos.

O involvido vive sempre no nível animal, é ani mado pelo espírito de dominação e, por isso, in transigente e agressivo; fecha-se na forma, despre zando a substância; é mais ligado a terra que ao céu. julga-se, em todos os campos, sempre com a posse da verdade e da parte de Deus, julgando todos os outros como situados no erro e da parte de Sata nás. Tende a egocêntrica monopolização da Divin dade.

O evolvido tem características opostas. Vivendo num nível mais alto, é animado pelo espírito de fraternal compreensão; tolera e auxilia; fala com o exem plo, dando e não dominando; é mais aderente à substância que à forma, mais unido ao céu que à terra. Não julga nem condena. Tende a anular seu eu em Deus e no amor ao próximo. Não se faz pala dino da verdade para exigir virtude dos outros, mas começa por praticá-la, ele mesmo: ilumina, não im põe, pois respeita as consciências. Não pretende ser o único que tem Deus consigo. Não identifica com o mal tudo que está fora de seu eu, do seu grupo ou hierarquia nem o condena em defesa própria. Não se faz representante de Deus para dominar com sua personalidade, mas reconhece em Deus o Pai de todos.

O homem está evolvendo e a religião dos justos será a religião unitária que a todos entrelaçará. O estado vigente até hoje corresponde à fase caótica do mundo. Ele caminha, porém, para a fase orgâni ca na qual, em todos os campos, os relativos pontos de vista se coordenará o numa verdade universal.

A religião una será a substancial, a religião do bem e dos bons, que se compreenderão, por serem evolvidos. Para essa compreensão os insolvidos ain da não estão maduros, pois só podem crer que a salvação depende apenas da filiação a esta ou aquela forma da verdade, sem cuidar da substância, que po de estar em todas as formas. Tudo isso, porém, será fatalmente superado.

É lei de evolução que o dualismo, em que se di vidiu nosso universo, gradativamente, em todos os campos se vá reconstituindo em sua originária uni dade de que o espírito caiu na cisão, na forma, na matéria. É fatal lei de evolução que chegue finalmen te à Terra a tão esperada realização do Reino de Deus.

30, 05, 2009

Imagem do Dia – 30/05/2009

29, 05, 2009

Boudicca,Rainha dos Icenos

Boudicca,conhecida pelos romanos por Boadicea,nasceu por volta do ano 30 a.C.Não se sabe muito da sua origem e pensa-se que ela tenha se chamado Boudiga,como a Deusa Celta da Vitória.Boudicca era rainha dos Icenos,uma tribo dos Celtas,onde é,hoje,Norfolk e Sulfolk.Era casada com o rei Prasutagus e tinha duas filhas.Depois da morte do marido,por volta de 60-61a.C,sucederam ataques surpresa dos romanos aos  Icenos e ela,própria,junto com as filhas foram bárbaramente torturadas,por não se submeterem ao jugo da poderosa Roma.Boudicca foi desnudada e espancada em público,enquanto as suas filhas eram estupradas pelos soldados romanos.O Imperador Nero,ordenou que confiscassem as terras,bens e levassem pessoas como escravos,para Roma.Nasce da sua raiva e ódio a corajosa e lendária guerreira,que uniu as várias tribos(que constantemente lutavam entre si)numa luta comum,contra os romanos.Liderou uma rebelião de 100 mil,ou mais homens,aterrorizando os romanos, que não compreendiam a maneira deles lutarem.Ficavam surpreendidos ao verem as mulheres Celtas lutando ao lado dos homens e possuírem indistintas forças e honra.Soltavam horrendos gritos e usavam machados e espadas,lançando-se contra seus oponentes corajosamente.E por ser uma mulher a Líder,Roma e sentiu-se duplamente ultrajada.O primeiro ataque foi em Camulodunum(Colchester),durando a batalha alguns dias,de modo que  alguns romanos fugiram para Londinium(Londres).Gaius Suetonius Paulinus,o governador da Britania ,ao saber da chegada da rainha,fugiu com a sua Legião e aqueles que lhe serviam,deixando os outros para trás.Em Londinium os veteranos romanos,agora agricultores e pastores,estavam,completamente,despreparados,para conter o ataque de Boudicca.A cidade foi arrasada,incendiada e seus habitantes foram mortos violentamente.Boudicca marcha para Verulamium(St.Albans),uma cidade simpatizante das leis romanas.A povoação ao saber do ataque,foge e os que,teimosamente,restam  são mortos pelos Icenos e a cidade destruída.Suetonius regrupa suas hordes,em West  Midlands e enfrenta a rainha na derradeira Batalha em Watling Street.Pequenas rebeliões continuaram ainda.Tradicionalmente afirma-se que ela sobreviveu á grande batalha e envenenou-se em casa.Cassius Dio narra que os Celtas fizeram um enorme enterro,digno de uma heroína.Sua estátua está junto ao Big Ben.

Imagem do Dia – 29/05/2009

Psicodislépticos, psicolépticos ou alucinógenos

Os alucinógenos podem ser psicoativos e/ou fisiologicamente ativos e podem ter como alvo muitos sistemas dentro do corpo. Alguns indóis são endógenos ao corpo humano-como ex. a serotonina. Muitos outros são exógenos, encontrados na natureza e nas plantas que podemos comer. Alguns se comportam como hormônios e regulam o crescimento ou a taxa de maturação sexual. outros influenciam o humor e o estado de alerta.

São quatro as famílias dos compostos indóis que são fortes alucinógenos visionários e que também ocorrem em plantas:

1. Os compostos do tipo LSD.

Encontrados em três gêneros relacionados de ipoméias e fungos de cereais, os LSDs são raros na natureza. O fato de serem os alucinógenos mais conhecidos deve-se indubitavelmente a milhares de doses de LSD terem sido fabricadas e vendidas durante os anos 60. O LSD é um psicodélico, mas são necessárias doses relativamente grandes para provocar o paradis artificiel de alucinações vividas e absolutamente transmundanas que é produzido pela DMT e pela psilocibina em doses bastante tradicionais. Não obstante, muitos pesquisadores enfatizaram a importância dos efeitos não alucinógenos do LSD e de outros psicodélicos. Dentre esses efeitos pode-se citar um sentimento de expansão mental e aumento na velocidade do pensamento; a capacidade de compreender e de se relacionar com questões complexas de pensamento, com a estruturação da vida e com redes complexas e decisórias de ligação cognitiva.

O LSD continua a ser fabricado e vendido em quantidades maiores do que qualquer outro alucinógeno. Foi visto como auxiliar na psicoterapia e no tratamento do alcoolismo crônico:’Sempre que foi experimentado, em todo o mundo, mostrou-se um interessante tratamento para uma doença muito antiga. Nenhuma outra droga até hoje pôde igualar-se a ele em salvar as vidas atormentadas dos alcoólatras inveterados-diretamente, como tratamento, ou indiretamente, como meio de produzir informações valiosas’(6). Mas, em conseqüência da histeria da mídia, pode ser que seu potencial jamais venha a ser conhecido.

LSD-25 ou DELYSIDE (dietilamida do ácido lisérgico 25)- Alcalóide originado do esporão do centeio e outros cereais, micélio do fungo Claviceps purpúrea. Formas de uso: ingerido, comumente em forma de figurinhas coloridas. Sintetizado acidentalmente em 1943 por Albert Hoffman, na tentativa de desenvolver antídoto para o envenenamento, causado pela ingestão de cereais contaminados pelo fungo, que causa gangrena das extremidades, convulsões, aborto. Não é encontrada na natureza, é consumido em forma de pílula e sintetizada em laboratório. Ação: exagera o efeito da serotonina provocando inúmeras sensações e emoções ao mesmo tempo de forma distorcida. Alucinações, despersonalização. A pessoa pode achar que esta ouvindo cores e vendo sons, por exemplo. Aumento da sensibilidade auditiva e da percepção visual. Pode causar insônia, tremores, taquicardia e elevação da pressão. Não causa dependência comprovadamente, resíduos da droga podem permanecer no cérebro por meses, provocando novas alucinações sem aviso. Efeito conhecido como flashback.

2. Os alucinógenos triptamínicos, especialmente a DMT, a psilocibina e a psilocibina.

Os alucinógenos triptamínicos são encontrados em todas as famílias de plantas superiores, por exemplo, nos legumes e a psilocibina e psilocibina ocorrem nos cogumelos. A DMT também ocorre endogenamente no cérebro humano. Por esse motivo, talvez não se deva pensar na DMT como uma droga, mas a intoxicação por DMT é o mais profundo e visivelmente espetacular dos alucinógenos, notável por sua brevidade, intensidade e atoxidade. A DMT existe como parte do metabolismo humano comum, e é o mais poderoso dos alucinógenos indóis que ocorrem naturalmente. A facilidade extraordinária com que a DMT destrói totalmente todas as fronteiras e nos coloca numa Outra dimensão impossível de ser prevista e que nos arrasta é um dos milagres da própria vida. Os sistemas enzimáticos do cérebro humano reconhecem as moléculas de DMT nas sinapses, com absoluta facilidade e simplicidade. Depois de somente algumas centenas de segundos essas enzimas desativam completamente a DMT e, sem causar qualquer dano, reduzem-na a seus subprodutos de metabolismo comum.(6)

Bufotenina (dimetil-5-hidroxitriptamina) – O alcalóide é identificado como N,N-dimetiltriptamina. Substância alucinógena isolada da pele do sapo(Bufo vulgaris). Caracterizada na secreção das glândulas cutâneas de sapo(Bufo vulgaris). Identificada também na Jurema-preta(Mimosa hostilis Bent) cujo vinho é utilizado por índios Pancam de Taracatu em Pernambuco.

Mescalina – Alcalóide extraído de várias espécies do gênero Anhalonium(Lophophora), peyote, ou Lophophora williannsii. É uma das mais antigas substância alucinógenas.Segundo descrição do Farmacologista Quintino Mingoia, provoca euforia, viva excitação imaginativa e visual, que se traduz em uma sucessão rápida de imagens fortemente coloridas, poliédricas e em contínuo movimento.(4)

A mescalina interfere com os sistemas enzimáticos que regulam o funcionamento do cérebro. Mais precisamente é metabolizada em n-n-dimetiltriptamina e ocupa os neuro-receptores da serotonina. Tal atuação diminui a eficiência do cérebro como instrumento destinado a dirigir a mente para os problemas da vida na superfície de nosso planeta. Esta redução do que podemos chamar de eficiência biológica do cérebro parece permitir o acesso de certas classes de acontecimentos mentais ao consciente, acontecimentos esses que são normalmente eliminados por não possuírem valor, do ponto de vista da sobrevivência. Intrusões semelhantes de material biologicamente destituído de importância, porem de interesse estético e, por vezes, de grande valor espiritual, podem dar-se em razão de doenças ou fadiga. Isso também pode suceder como decorrência do jejum ou de um período de reclusão em meio à escuridão e a um completo silêncio.(8)

Psilocibina e psilocina- indóis alucinogênicos ativos isolados no Psilocibe mexicana e Stropharia cubensis, cogumelos usados nas cerimônias indígenas. Apesar de não se metabolizarem diretamente em DMT antes de se tornarem ativos no cérebro, seu caminho é o parente mais próximo do caminho da atividade da DMT. Podem ser ativos nas mesmas sinpses, mas com a DMT sendo mais reativa. A fonte dessa diferença é provavelmente farmacocinética- isto é, a DMT pode atravessar mais facilmente a barreira sanguínea, de modo que uma quantidade maior chega à área de atividade em tempo mais curto. A afinidade dos dois componentes com a área de ligação nas sinapses é aproximadamente igual.

3. As betacarbolinas.

As betacarbolinas, como a harmina e a harmalina, podem ser alucinogênicas perto do nível tóxico. São importantes para o xamanismo visionário porque podem inibir sistemas enzimáticos do corpo que, caso isso não acontecesse, despotencializariam os alucinógenos do tipo DMT. Portanto as betacarbolinas podem ser usadas em conjunção com a DMT para prolongar e intensificar as alucinações visuais. Essa combinação é a base da infusão alucinógena ayahuasca ou yagé, usada na Amazônia. As betacarbolinas são drogas legais, e até muito recentemente eram virtualmente desconhecidas do público geral.

Ayahuasca- No século XIX exploradores-naturalistas começaram a voltar com relatos etnográficos mais ou menos precisos sobre as atividades dos povos aborígine. Os botânicos Richard Spruce e Alfred Russel Wallace viajaram pelos rios da Amazônia na década de 1850. No alto rio Negro, Spruce observou um grupo de índios preparar um alucinógeno estranho. Ele observou ainda que o ingrediente principal desse tóxico era uma liana, um cipó-trepadeira que ele chamou de Banisteria caapi. Vários anos mais tarde, enquanto viajava pelo oeste do equador ele viu a mesma planta sendo usada para fazer um alucinógeno chamado ayahuasca.(7)

Até hoje a ayahuasca continua a fazer parte da vida espiritual de muitas tribos das florestas úmidas da América do Sul. Imigrantes que foram para a bacia amazônica também aceitaram a ayahuasca e criara seu próprio sistema etnobotânico, usando as visões psicodélicas que ela produz para realizar curas.

A palavra ayahuasca é um termo quíchua que pode ser traduzido aproximadamente como “cipó dos mortos” ou ” cipó das almas”. O termo refere-se também a um de seus principais ingredientes, a trepadeira. Os tecidos dessa planta são ricos em alcalóides do tipo betacarbolina. A betacarbolina mais importante existente no que agora é chamado de Banisteriopsis caapi é a harmina. A harmina é um indól, mas não é ostensivamente psicodélica a não ser quando tomada em quantidade que se aproximam do que é considerado uma dose tóxica. Entretanto, muito abaixo desse nível, a harmina é um eficaz inibidor de oxidase de monoamina, de curta ação. Assim, a DMT o alucinógeno presente na Psicotria virids, um arbusto que entra no preparo da ayhuasca, que noirmalmente seria inativo se tomado por via oral, fica altamente psicoativo quando tomado por via oral em combinação com a harmina. Os povos nativos da Amazônia exploraram brilhantemente esses fatos em sua busca de técnicas para obter acesso às dimensões mágicas cruciais para o xamanismo. Ao combinar na ayahuasca plantas contendo DMT com plantas contendo inibidores de OMA, eles exploraram por longo tempo um mecanismo farmacológico, a inibição de OMA, que só foi descrita pela ciência ocidental na década de 1950.

Atualmente na área médica alguns OMA’s foram sintetizados para tratar distúrbios depressivos.

Em presença de harmina a DMT torna-se um composto altamente psicoativo que penetra na corrente sanguínea e termina atravessando a barreira de sangue e entrando no cérebro. Ali ela compete de modo bastante eficaz com a serotonina pelas áreas de ligação sináptica. Essa experiência de lenta liberação de DMT dura de quatro a seis horas e é a base para a visão mágica e xamânica da realidade que caracteriza o ayahuasquero e seu círculo de iniciados.

A experiência induzida pela ayahuasca inclui tapeçarias extremamente ricas de alucinação visual que são particularmente suscetíveis de serem “impulsionadas” e dirigidas pelo som, especialmente o som vocal. Conseqüentemente, um dos legados das culturas usuárias de ayahuasca é um grande repositório de ícaros, ou canções mágicas. Nas sessões de cura tanto o paciente quanto o curandeiro ingerem a ayahuasca, e o canto de canções mágicas é uma experiência compartilhada e amplamente visual. Os ayahuasqueros usam o som e a sugestão para dirigir energia curadora para as partes do corpo e para aspectos não examinados da história pessoal do indivíduo onde a tensão psíquica se instalou. Freqüentemente esses métodos exibem paralelos impressionantes com as técnicas da moderna psicoterapia; em outros momentos eles parecem representar uma compreensão de possibilidades e energias ainda não reconhecidas pelas teorias ocidentais sobre cura.

Também existem rumores persistentes de estados de mente grupal ou telepatia que ocorrem entre os povos tribais menos aculturados. Com relação a indução de telepatia com o uso da ayahuasca, vale lembrar que em 1927, os químicos E. Perrot e M. Raymond-Hamet isolaram o agente ativo do Banisteriopsis caapi, e chamaram-no de telepatina. Anos mais tarde, em 1957, pesquisadores perceberam que a telepatina era idêntica ao composto harmalina, extraído do Perganum harmala, e o nome harmina recebeu precedência oficial sobre telepatina.

Referências Ayahuasca, Farmacocinética.

Foram realizadas pesquisas cientificas pela Escola Paulista de Medicina, da Universidade de São Paulo,a Universidade da Califórnia,entre outras,sobre a Ayahuasca: “Farmacologia Humana da Hoasca, Chá Usado em Contexto Ritual no Brasil”; articulada pelo Departamento de Estudos Médicos da União do Vegetal.

As conclusões da pesquisa invertem conceito anterior da própria Escola Paulista de Medicina, que, em publicação dos anos 80, classificaram o chá como entorpecente e nocivo a saúde, o que o levou a ser listado pelo ministério da Saúde como substância proscrita, de onde foi retirado por dois pareceres favoráveis do Conselho Federal de Entorpecentes – um de 1986 e outro de 1992.

A pesquisa afirma que o chá “não causa qualquer padrão de dependência, abuso, overdose ou abstinência”. E mais “Não foi observado o surgimento de outros distúrbios mentais posteriores ao uso do chá” E ainda: “São abundantes, entre os membros da UDV, histórias de transformação moral, freqüentemente envolvendo curas de alcoolismo, abuso de drogas, violências domésticas, prática de negócios fraudulentos, etc.,o que sem dúvida contribui para uma semelhança notável com o renascer dos cultos cristãos”.

Resultados preliminares dessa pesquisa empreendida por nove centros universitários, do Brasil, Estados Unidos e Finlândia, afirmam que o chá Hoasca, utilizado por diversas organizações Religiosas do pais, é inofensivo a saúde. O chá, segundo essa pesquisa, assinada por algumas das maiores autoridades mundiais em toxicologia, etnobotânica, psiquiatria e psicofarmacologia – entre outros, a maior autoridade em DMT, o norte-americano Rick Strassmann – é do ponto de vista toxicológico, quase tão inócuo quanto a água e bem próximo ao suco de maracujá.

Essa pesquisa esta publicada em duas importantes revistas científicas norte-americanas:”Psichopharmacology”, em texto assinado por Jace Callaway, e “The Journal of Nervous and Mental Disease”, em texto de Charles Grobb. A publicação em revistas especializada é decisiva para a aceitação dos resultados pelo meio científico.(9)

4. A família de substâncias iboganas.

Essas substâncias ocorrem em dois gêneros aparentados de árvores africanas e sul-americanas, a Tabernanthe e a Tabernamontana. A Tabernanthe iboga é um pequeno arbusto de flores amarelas aparentado com o café e tem história de utilização como alucinógeno na África ocidental tropical. Seus componentes ativos tem uma relação estrutural com as betacarbolinas. A ibogana é mais conhecida como poderoso afrodisíaco do que como alucinógeno. Não obstante, em doses suficientes ela é capaz de induzir uma poderosa experiência visionária e emocional.

DISCUSSÃO:

Em O Alimento dos Deuses, Terence Mckenna, abre uma discussão muito interessante sobre o papel da DMT:

O que pode ser dito da DMT como uma experiência e em relação ao nosso vazio espiritual? Será que ela oferece respostas?Será que as triptaminas de ação curta oferecem uma analogia ao êxtase da sociedade igualitária antes que o Éden se tornasse uma lembrança? E, em caso afirmativo, o que podemos dizer sobre ela?

O que me impressionou repetidamente durante os muitos vislumbres do mundo dos indóis alucinogênicos, e o que parece ter escapado geralmente ao comentário, é a transformação da narrativa e da linguagem. A experiência que engolfa todo o nosso ser quando submergidos sob a superfície do êxtase da DMT parece a penetração através de uma membrana. A mente e o eu se desdobram literalmente diante dos nossos olhos. Há a sensação de sermos renovados, ainda que não modificados, como se fôssemos feitos de ouro e tivéssemos acabado de ser remoldados na fornalha do nascimento. A respiração é normal, o ritmo cardíaco é estável, a mente é clara e observadora. Mas e o mundo? E os dados sensórios que recebemos?

Sob a influência da DMT o mundo se torna um labirinto árabe, um palácio, uma jóia marciana mais do que possível, vasta com motivos que enchem a mente de espanto complexo e sem palavras. A cor e a sensação de um segredo que destranca a realidade permeiam a experiência. Há uma sensação de outros tempos, de nossa infância, e de espanto, espanto, e mais espanto. É o reino do que é mais estranho do que podemos supor. Aqui é o mistério, vivo, incólume, ainda tão novo para nós como quando nossos ancestrais viveram-no há quinze mil verões. O senso de conexão emocional é aterrorizante e intenso. Os mistérios revelados são reais, e se algum dia forem totalmente contados não deixarão pedra sobre pedra no pequeno mundo em que ficamos tão doentes. A DMT não é uma de nossas ilusões irracionais. Acredito que o que experimentamos na presença da DMT sejam novidades reais. É uma dimensão próxima- apavorante, transformadora e além de nossa capacidade de imaginar, e ainda assim para ser explorada do jeito usual. Devemos mandar especialistas intrépidos, o que quer que isso signifique, para explorar e relatar o que encontrarem.’ (6)

A luz da psicofarmacologia atual, parece que a porta para esse outro mundo, outra dimensão, são os receptores de serotonina e a chave seria a DMT. As plantas enteógenas, Ayahuasca, Stropharias, Psilocibes, Peyote, San Pedrito, Wuachuma exercem seus efeitos através da DMT ou os alcaloides são metabolizados em DMT para atuarem a nível fisiológico.

O DMT é um alucinógeno endógeno. Esta presente em pequenas doses no cérebro humano. Importante também é o fato de que a psilocibina é a 4-fosforaloxe-N,N-dimetiltriptamina, e que a serotonina, o principal neurotransmissor do cérebro humano, encontrado em todas as formas de vida e em maior concentração nos seres humanos, é 5-hidroxitriptamina. O próprio fato que o DMT age tão rapidamente, começando sua ação em 45 segundos e durando cinco minutos, significa que o cérebro está perfeitamente à vontade com esse composto.

Isso leva a crer que a dimensão que se entra em contato com qualquer dessas plantas seja a mesma, o que varia é a profundidade e intensidade de acordo com a concentração de DMT que se concentra nas sinapses dos neurônios, que é diferente em cada planta enteógena. Essa é principal e gritante diferença de atuação das plantas enteógena para as drogas que são abusadas e usadas de maneira incorreta pela sociedade, essas plantas atuam através dos receptores de serotonina, levando a uma hiperativação das funções psíquicas, de percepção e cognitivas, enquanto como foi descrito acima o álcool, a cocaína, a nicotina, as anfetaminas, barbituricos atuam principalmente através do aumento da liberação ou inibição de metabolização da dopamina, o que leva a uma sensação artificial de bem estar e euforia. O efeito sobre os mecanismos dopaminergícos que estão envolvidos no prazer e satisfação, disparam a dependência física, psicológica e a tolerância. O Ecstasy atua nos receptores de dopamina, e a sua atuação sobre os mecanismos de serotonina e uma ação direta no neurônio forçando-o a liberar a reserva de serotonina o que leva a degeneração neuronal, com uma ação totalmente diferente das plantas enteógenas. Podemos então concluir que substâncias que atuam ao nível dos neuro-receptores de serotonina levam a experiência místico religiosa, espiritual, não causam dependência, apenas hiperativam um mecanismo natural do organismo. Enquanto as substâncias que atuam nos mecanismos dopaminergícos disparam a dependência, tolerância, o que leva ao vício, o abuso e toda a degradação orgânica que segue a esse abuso.

Referências bibliográficas

(1)Super Interessante, n 2, 1998, Cérebro

(2)Galileu, Ano 9, n 110, set 2000, Drogas

(3)Super Interessante, n 6, set 98, O risco das drogas

(4)Farmacodinâmica, Charles Eduard Corbett, 5a. Edição, Ed.Guanabara Koogan

(5)Química Farmacêutica, Quintino Mingoia, Melhoramentos Editora

(6)O Alimento dos Deuses, Terence McKenna, Editora Record

(7)Richard Spruce, Notes of a Botanist on the Amazon and Rio   Negro, A. R. Wallace, ed. (Londres:Macmillan, 1980)

(8)As Portas da Percepção e Céu e Inferno, Aldous huxley, ed. Globo

(9)Jornal?, Pesquisa diz que santo-daime não faz mal a saúde, Ruy Fabiano.

(10)O Retorno a Cultura Arcaica, Terence Mackenna, Ed. Record

28, 05, 2009

Comunicação e Liderança

Uma empresa permite que as pessoas atinjam resultados que não poderiam atingir individualmente.A interdependência e a soma das competências individuais multiplicam o resultado,tanto em uma pequena empresa quanto em uma mega corporação.

A qualidade dos resultados depende diretamente da maniera como estas competências individuais estão conectadas e alinhadas como os objetivos estratégicos da organização.

Na ausência de uma estratégia coerente e claramente comunicada, estes mesmo talentos que geram os resultados irão “atrapalhar” uns aos outros, diminuindo radicalmente as possibilidades de sucesso, Este seria o modelo “Torre de Babel”! O modelo “Torre de babel” ocorre em função de uma grave deficiência de comunicação.

A comunicação precisa ser objetiva, clara, transparente e deve seguir sempre o menor caminho possível entre aquele que comunica e aquele que recebe a comunicação. Quanto maior o número de intermediários necessários para fazer com que a mensagem chegue ao seu destino, maiores serão as distorções e dissonâncias, comprometendo gravemente a qualidade do resultado. A eficácia da comunicação é responsável por manter as pessoas conectadas com os objetivos e metas da empresa.

Qualquer profissional exercendo liderança deve primar por sua competência em traduzir as metas, crenças e valores da organização em exemplos que inspirem seus liderados.

Comprometimento deve ser estabelecido top-down (partindo dos níveis hierárquicos superiores para os seguintes). O papel fundamental da liderança pressupõe o exercício contínuo do capital ético e do capital moral, somente assim será conseguida coesão entre as pessoas e os objetivos propostos.

Dicas importantes:

1. Em uma organização, todas as pessoas e fatos estão, direta ou indiretamente, interconectados. Qualquer fato novo, bem como qualquer atitude nova, afetará de maneira global os resultados dos negócios.

2. Todos devem conhecer o que são e quais são os canais de comunicação. E-mails servem apenas para documentar comunicações e acordos, não devem, em hipótese alguma, serem utilizados como substitutos para a comunicação interpessoal. Nada absolutamente sério e relevante, cujas repercussões levem a dúvidas ou mudanças significativas, deve ser comunicado apenas por e-mail!

3. Cabe ao profissional exercendo funções executivas nutrir o “orgulho em pertencer”, a coerência das crenças e a importância dos valores da organização. Líderes devem saber estabelecer um sentimento de valor e segurança em seus liderados!

4. É essencial compreender a empresa como um conjunto de pessoas unidas por um sonho coletivo, sonho que somente podem construir juntas, em regime de interdependência. Egoísmo em empresas é um profundo elemento desagregador. Não há comprometimento verdadeiro na presença do egoísmo e da fogueira das vaidades.

5. O comportamento dos líderes estabelece um código de conduta moral para seus liderados. A velha forma “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço” demonstra hipocrisia, jamais liderança. Na ausência de coerência ético-moral não existe liderança. Na ausência do exemplo positivo, o contra-exemplo, lamentavelmente, suscita ao boicote, desrespeito e sabotagem.

A atividade de um líder e de um gestor não está, e jamais esteve restrita às ações de medir, controlar e supervisionar. Um verdadeiro líder inspira as pessoas com suas atitudes e trata com muita habilidade os ativos intangíveis da organização, tais como: prazer, satisfação, reconhecimento, auto-estima, motivação, inspiração, clima e atmosfera organizacional.

Os verdadeiros gestores e líderes estão conscientes que os resultados só acontecem através das pessoas. Para eles, o capital humano não é apenas um belo discurso, mas a razão de ser da organização.

O modelo “Torre de Babel” só se instala quando as pessoas não falam a mesma língua e elas jamais falarão a mesma língua se as palavras contradizem as atitudes.

Se na sua empresa as pessoas são consideradas o maior capital da organização, faça duas coisas:

1) Certifique-se de que elas se sentem verdadeiramente assim;

2) Garanta as condições para que isto se mantenha como um valor inalienável.

Empresas incoerentes são mais perigosas para si mesmas que seus maiores concorrentes.

Você pode vencer seus concorrentes externos, mas se promover “concorrentes” dentro da organização em posições de decisão, a guerra está perdida.

Coerência é uma das maiores virtudes de uma organização e, não por acaso, do próprio ser humano.

Carlos Hilsdorf

Palestrante do Congresso Mundial de Administração (Alemanha) e do Fórum Internacional de Administração (México). Referência nacional em desenvolvimento humano. Autor do best seller Atitudes Vencedoras.

www.carloshilsdorf.com.br

Fonte: Site Administradores

27, 05, 2009

1º Workshop de Estudos Medievais

Nos próximos dias 29 e 30 de Maio, realiza-se na Faculdade de Letras o 1º Workshop de Estudos Medievais (WEM). Contando com a presença de jovens investigadores de mestrado e doutoramento de várias Universidades, este evento pretende ser uma plataforma de desenvolvimento das pesquisas em curso. Todos os trabalhos serão comentados por professores universitários especializados nos temas.

O WEM é organizado pelo Grupo Informal de História Medieval da Universidade do Porto, constituído por doutorandos e mestrandos da Faculdade de Letras. O evento tem o apoio do Curso de Mestrado em História Medieval e do Renascimento, do Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória (CITCEM), e da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FACC-FCT).

26, 05, 2009

Nas cavernas da Montanha de Fogo

Nas cavernas da Montanha de Fogo há um grande tesouro, guardado por um poderoso e maligno Feiticeiro. Ou, pelo menos, é o que dizem os rumores. Muitos aventureiros como você já entraram nas cavernas para recuperá-lo; nenhum jamais retornou. Você ousa tentar?

O primeiro titulo da série de livros-jogos Fighting FantasyO Feiticeiro da Montanha de Fogo é um clássico da
literatura infanto-juvenil, com mais de 2 milhões de exemplares vendidos em 17 países.

Parte história, parte jogo, este é um tipo diferente de livro — aqui,você é o herói! Você precisa apenas de um lápis, uma borracha e dois dados para embarcar nesta fantástica aventura.

ISBN: 978858913438-5
192 páginas
R$ 19,90

Charge – Imposto que o Brasileiro paga

25, 05, 2009

Dia do Orgulho Nerd (Geek)

Antes de tudo vamos ver a definição e diferença entre Nerd e Geek, qual será que vocês vão se enquadrar?

Nerd é um termo que descreve, de forma estereotipada, muitas vezes com conotação depreciativa, uma pessoa que exerce intensas atividades intelectuais, que são consideradas inadequadas para a sua idade, em detrimento de outras atividades mais populares. Por essa razão, um nerd é muitas vezes excluído de atividades físicas e considerado um solitário pelos seus pares. Pode descrever uma pessoa que tenha dificuldades de integração social e seja atrapalhada, mas que nutre grande fascínio por conhecimento ou tecnologia.

Geek é uma expressão idiomática da língua inglesa, uma “gíria” que define pessoas peculiares ou excêntricas obcecadas com tecnologia, eletrônica, jogos eletrônicos ou de tabuleiro etc. Os geeks são “nerds descolados”, são pessoas com grande conhecimento em alguma área tecnológica, principalmente a informática, mas não são “isolados do mundo” como os nerds, eles saem e se relacionam em vez de ficarem enfiados 24 horas por dia no trabalho.

O dia do orgulho Nerd já e celebrado a 3 anos, o primeiro veio acontecer em 25 de Maio de 2006, sua origem e na Espanha devido a ser o dia em que houve a estréia do filme Star Wars em 1977.

Direitos:

1. O direito de ser ainda mais nerd.

2. O direito de não sair de casa.

3. O direto de não ter um par romântico e de ser virgem.

4. O direito de não gostar de futebol ou de qualquer outro esporte.

5. O direito de se associar a outros nerds.

6. O direito de ter poucos (ou nenhum) amigo.

7. O direito de ter tantos amigos nerds quanto quiser.

8. O direito de não ter que estar “no estilo”.

9. O direito ao sobrepeso (ou subpeso) e de ter problemas de vista.

10. O direito de expressar sua nerdice.

11. O direito de dominar o mundo.

Deveres:

1. Ser nerd, não importa o quê.

2. Tentar ser mais nerd do que qualquer um.

3. Se há uma discussão sobre um assunto nerd, você tem que dar sua opinião.

4. Guardar todo e qualquer objeto nerd que você tenha.

5. Fazer todo o possível para exibir seus objetos nerds como se fosse um “museu da nerdice”.

6. Não ser um nerd genérico. Você tem que ser especialista em algo.

7. Assistir a qualquer filme nerd na noite de estréia e comprar qualquer livro nerd antes de todo mundo.

8. Esperar na fila em toda noite de estréia. Se puder ir fantasiado, ou pelo menos com uma camisa relacionada ao tema, melhor ainda.

9. Não perder seu tempo em nada que não seja relacionado à nerdice.

10. Tentar dominar o mundo!

Referências: Wikipédia, Folha Online.

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