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Jogando com um traidor

11, 04, 2008

Lá entre Os Caras Que Eram Maus Mas Agora São Batutas Mesmo sempre esperamos pelo inesperado. Mesmo assim, pouca coisa prepara a gente para um personagem vil, controlado por um jogador talentoso e mancomunado com o mestre. E vez em quando isso acontece.

O traíra tem uma função bem clara no jogo: o suspense e a emoção de se ter um arquiinimigo garantido. Pense bem: quem melhor para derrubar os seus planos do que alguém que é essencial para que eles dêem certo? Quem melhor para te esfaquear durante o sono do que o seu guarda-costas? Quem melhor para ser o Judas além dos que foram escolhidos por você mesmo?

Quem melhor para ser perseguido e morto depois que você descobre o que ele fez?

É diversão garantida ter um inimigo íntimo, que sabe cada passo seu e que você não entende COMO o safado sabe o que sabe. Mas o mestre tem de ter certos cuidados ao ter um traidor por perto!

A primeira coisa é aproximar a coisa da verdade: o traidor só trai o grupo porque tem um bom motivo. Não se pode dizer que não aja um cara que faz o mal porque é do Mal, mas é melhor dizer que ele faz isso porque quer se dar bem em cima dos outros, por exemplo.

Outra coisa a se fazer é conversar com o jogador que interpreta o ser do Mal; sim porque um PNJ (personagem não-jogador) naturalmente levanta suspeitas, mas um plano bem-bolado, por um dos aventureiros pode jamais ser descoberto, até ser tarde demais. Na conversa que você vai ter com o traíra, deve-se dizer para ele que ele provavelmente vai perder e morrer no final, pois o mestre não jogará a favor dele contra todos os outros jogadores, e que seu plano deverá deixar uma falha em algum momento e que será mostrada para os jogadores para que tenham chance de fazer algo a respeito, se é que irão perceber a pista!

A terceira e última coisa: o mestre NUNCA joga contra os jogadores, em momento algum, nem por um instante. O plano deu errado logo no começo e o safado foi morto e nem houve uma aventura? Paciência! Não dá para dizer que ele escapou de um tiro no coração que deu 26 de dano! Todo o cuidado para que isso não tivesse de acontecer tão cedo deveria ter sido tomado quando da elaboração do plano maléfico, não se pode proteger o Mal na hora em que o Bem triunfa!

É isso, até a próxima!

Texto: Ricardo “Cão Babão”

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