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Mestre: Ame ou deixe-o

28, 04, 2008

O mestre tem a prerrogativa de ser o Senhor do jogo, o chefão, o que manda e desmanda, o Juiz, o Júri e o Carrasco. Ainda assim, não se deve ser um Senhor cruel, o que levaria a uma revolução equivalente à Revolução Francesa na mesa de jogo, terminando com o fim do mestre em termos de jogo.

Houve um tempo em que era costume se chamar o mestre de Deus. Isso aparecia inclusive em alguns RPGs, como o brasileiro Monstros. Isso porque o mestre cria o mundo, a história, os inimigos, controla o tempo e essas coisas. Até mesmo os deuses que aparecerem no jogo são controlados por ele.

Mas com o passar do tempo todos os jogadores começaram a entender as regras e a mestrar de vez em quando ao menos. Como todos entendiam as regras, ou a maneira de ser dos mestres, vez em quando entravam em desacordo com eles, da mesma maneira que os Titãs faziam com os Deuses do Olimpo.

O que acontece é que, dessa vez, o mestre é o que está mestrando, não alguém que já foi mestre e que agora está jogando. Não importa se a regra diz o contrário: se o mestre faz isso valer para todos, inclusive para os monstros, todos estão em pé de igualdade e o mestre até deve ouvir os seus comentários a respeito, mas no final a decisão é dele e não dá para jogar sendo contestado eternamente. Seu personagem é profissional e tudo mais, mas ocorre que às vezes “merdas acontecem”.

Com um profissional dos bons é difícil acontecerem erros, pode ser inclusive que isso nunca tenha acontecido com trapezistas do Cirque du Soleil, por exemplo, mas um dia vai acontecer… além disso, eles são os melhores do mundo, o que é bem diferente do que acontece com o seu personagem. O seu personagem é um dos melhores, mas deixe seu bárbaro lutar com alguém como o Conan, considerado o maior guerreiro da Era Hiboriana, para que se veja a diferença…

…e as coisas dão errado para ele também!

Ainda assim, você deve saber que existem sistemas que dizem que ao errar o personagem sabe, o que inviabiliza aquelas jogadas que o mestre faz pelo jogador, a fim de que este não saiba o destino do personagem. Beleza, mas o mestre pode decidir mudar isso. Ele é o mestre, afinal.

Se você não concorda com isso, vá mesmo atrás de um mestre mais ligado às regras, mas saiba que aí vai ser mais difícil ele quebrar o seu galho quando necessário, como naquelas situações em que o seu personagem não necessitaria fazer um teste. E acredite: já aconteceu comigo de me lascar todo porque alguém decidiu fazer um teste desnecessário e eu, como todos os bônus a favor, tive uma falha. Essa falha poderia ter sido evitada se o mestre simplesmente dissesse “OK, você consegue isso sem problemas”, mas eu cobrei dele uma jogada para potencializar os efeitos e deu no que deu.

É melhor ver com o mestre essa questão e deixar ele fazer as coisas do jeito dele. Assim fica mais fácil pedir para ele quebrar o seu galho de vez em quando. Se o jogo está fluindo, tanto faz se ele ou você joga os dados, se você vai se safar ou não é aleatório.

…mas se te incomoda de verdade, saia fora. Você tem de se divertir!

Texto por: Ricardo “Cào babão”

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