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Como tornar um grupo participativo

5, 05, 2008

Algo que todo mundo quer é ter uma mesa de RPG com pessoas interessadas e interessantes. Eu sempre procurei fazer que meus grupos ficassem os mais heterogêneos possíveis, tipo colocando na mesma mesa mulheres, meninos e homens, promovendo a interação entre os brothers, conhecidos e desconhecidos. Todos ficam amigos e as características de um grupo assim são mais abrangentes que as de um pessoal que só quer “matar, pilhar, destruir!”.

Aonde antes você tinha ações impulsivas e descoordenadas, você tem movimentos ponderados e coordenados. Aonde você via um grupo que hesitava demais, você tem um grupo de bravos, que teme o que está por vir, mas que o enfrenta. Só o tolo não tem medo de nada, e coragem é enfrentar o que se teme, dominando seu medo.

Tudo isso com os mais variados pontos de vista funcionando em conjunto: no grupo temos gente pensando como um bárbaro pensaria, vendo as coisas sob ótica feminina, fazendo as coisas objetivamente como as crianças geralmente o fazem e pensando “e se…” do jeito dos mais velhos. Assim é fácil fazer a história se desenrolar.

Mas e se o grupo começou a jogar agora, só com garotos de 13 a 16 anos e todos estranhos uns aos outros, como acontece muito em convenções? Viram como usei “e se…”? Tenho quase 29 anos!

Não existe uma fórmula pronta para resolver esta questão. A solução para isso talvez esteja na sensibilidade do mestre do jogo. Mas um bom primeiro passo seria adaptar uma aventura para iniciantes, coisa que pouca gente faz hoje em dia…

Falando sério: os caras são novatos, não podem enfrentar nem um troll se falarmos em AD&D, quanto mais um dragão. E se o mestre fizer armas para que eles enfrentem dragões, vai estar tirando o receio natural, que todo jogador deverá ter no futuro, de enfrentar as grandes dificuldades dos jogos vindouros. Daí, sem desafio, sem emoção. O melhor aqui é pôr os jogadores para lutar com goblins abusados e mesmo kobolds ardilosos.

E se o grupo já é de experientes, que já não tem medo de dragões e que portam armas maravilhosas?

Aqui o lance é retirar os caras do lugar-comum. As armas são para enfrentar dragões? Dê a eles um golem de ferro, por exemplo. Esses golems são como os robôs gigantes japoneses e ainda têm um líquido em ebulição dentro deles, que jorra no desgraçado que conseguir cortá-lo. Mas não ponha o golem perseguindo-os, mas como guardião de algo que o grupo quer muito, para que eles tenham de pensar num jeito criativo de derrotar o monstro. Outra maneira de faze-los trabalhar legal seria tirar as armas deles, seja através de ladrões, de uma luta aonde as armas se estragam ou porque a mágica que as alimenta se acabou. Daí você lhes dá uma história aonde terão de enfrentar monstros mais simples (o que facilita a história pra você), mas com algumas complicações pelo caminho, afim de que possam recuperar as armas maravilhosas.

Mas e se o grupo for só de mulheres intelectualmente superiores

Texto por: Ricardo “Cão Babão”

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