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Casa de Chá – Segunda Parte

13, 05, 2008

tea house
A sala era só bancadas, como uma oficina. Superexcitado com a descoberta, me afastei o mais que eu pude da bancada do zumbi para olhá-lo debaixo da mesa. A criatura estava imóvel, finalmente morta, mas aí outro zumbi veio da bancada mais próxima à minha e tentou se abraçar comigo. Mais do que depressa, meti o cano da Colt .45 na boca dele e explodi-lhe a cabeça. Nem me lembro como foi que a arma foi parar lá tão depressa, nunca me movi tão rápido, nem quando eu era menino. Mas aí foi a vez do cérebro trabalhar rápido: percebi que o barulho atrairia outros, já que o morto do outro John não era um caso isolado, que a vila estava desabitada porque seus habitantes sofreram a conversão maldita e que existem muitas maneiras de se produzir um zumbi, mas em grande quantidade só maldição ou vírus e daí lembrei que o bom doutor que iríamos encontrar era especialista em criptozoologia e em microbiologia.

– Temos de sair rápido daqui e sem barulho, mas mortos virão rápido para cá.
– Tem mais?
– Sim, com certeza. Somem dois mais dois: a agência trabalha com o oculto e nosso doutor é microbiólogo e criptozoólogo. Foi ele quem criou estas coisas, e por vírus.

Quando estávamos para sair, o outro John ouviu um gemido. De alguma maneira, ele sabia que não eram mortos e gritou que a ajuda já havia chegado. Depois de uns dez segundos, que pareceram uma eternidade, uma voz de garotinha deu graças à Deus e abriu a porta do quarto ao lado. Ela tinha um atiçador de lareira na mão.

A garota nos contou que a irmã disse que iria cuidar dos pais e lhe pediu que se trancasse até a ajuda voltar. Antes que algum bocudo começasse a falar, eu disse que o pessoal da vila já estava sendo evacuado, que é por isso que não havia ninguém.

Mas o pior estava por vir. O outro John, sempre ele, decidiu dar uma de chefinho e não ouviu o meu conselho de sacar fora de lá. Simplesmente não estávamos equipados para uma empreitada como essa, eu disse, sou o especialista, eu disse, mas não quiseram me ouvir. E ainda iríamos levar a garotinha conosco montanha acima.

Acho que não mencionei, mas há uma pequena montanha no centro da ilha e o nosso bom doutor ficava lá no topo. A montanha é cercada por uma floresta de coníferas e tem uma estrada de barro, pouco mais larga que um carro, circundando ela. Como o monte era muito pouco íngreme, não havia paredões de lado algum da estrada, o que poderia significar ataques por todos os lados.

Texto por: Ricardo “Cão Babão”
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