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Hon

20, 05, 2008

Havia há muitos milênios uma raça de homens que se mudou para uma península que estava sendo tragada pelo mar. Fizeram isso porque desejavam paz e porque acreditavam que o mar levaria tempo demais para concluir seu serviço. Esse povo chamou sua nova terra de Hon e se autoproclamaram honjins.

Esse povo era composto por humanos diferentes, mas que se diferenciaram mais com o passar das eras por evoluírem separadamente do resto da humanidade. Preferiam comer cereais a animais, sendo que dentre os animais de que se alimentavam preferiam os que viviam no mar. Desenvolveram também ciência, política, religiões e toda uma gama de costumes inéditos, mas em comum com o resto da humanidade tinham o gosto pela guerra e muitos morriam ano após ano. Era comum por isso as famílias não se preocuparem com a quantidade de filhos que teriam, pois os empregos em diversas atividades apareciam todos os anos e sempre se poderia ingressar do exército de algum senhor feudal ou ser camponês e trabalhar nos campos desse mesmo senhor.

As armas e formas de combate eram os mesmos do resto do continente, com pequenas variações. Com o passar do tempo, entretanto, a península se tornou numa enorme ilha e as armas e formas de combate foram se aperfeiçoado. Mais alguns milênios se passaram e a grande ilha se tornou um grande arquipélago, as lutas se intensificaram e os honjins viram surgir um senhor que dominou a todos os outros, que foi considerado o primeiro imperador de Hon. Seu nome era Poto.

O império de Poto era justo e marcado pela sabedoria. Uma nova era nascia então para os honjins, com as artes da guerra sendo estudadas e debatidas por sábios e militares, avançando sem matança, tornando a técnica apurada e a casta dos guerreiros a mais cobiçada. As noções de honra, lealdade, justiça e prosperidade foram reescritas neste período e quando Poto faleceu, ninguém reclamou quando seu filho assumiu seu cargo. Assim surgiram as dinastias.

É claro que não deixaram de haver períodos conturbados na dinastia Poto. Os novos problemas que apareceram vinham dos costumes antigos, que precisavam ser revistos, e das pessoas que fariam de tudo para não abandonar esses mesmos costumes. As pessoas gostavam, por exemplo, de ter grandes famílias, com as mulheres tendo filhos enquanto vivessem, e como não havia mais guerras, logo o arquipélago ficou abarrotado de gente, e ninguém queria deixar de ter ao menos vinte descendentes, número esse considerado pequeno para o padrão honjin.

Não havia lugares para morar e plantar o suficiente. Enterrar os mortos era um problema, uma vez que os antigos costumes não permitiam outra destinação ao corpo. A vida marinha perto da costa começou a rarear e foi assim que os honjins foram desenvolvendo a marinha e se afastando cada vez mais de Hon em busca de comida. Logo estavam fazendo acordos comerciais com o continente, mas os antigos ainda não gostavam de nada que viesse de fora de Hon ou que não fosse produzido por um honjin.

Foi desenvolvido um sentimento de orgulho por ser honjin. Qualquer habitante do arquipélago percebeu que o resto dos humanos era, na maioria, desengonçado, cheirava mal, desleixado, vestia-se mal e não sabia seu lugar na sociedade. A maior parte dos habitantes do além-mar era ignorante e não possuía parentes importantes, mesmo entre seus antepassados. Tudo muito diferente dos honjins!

Ainda assim os estrangeiros começaram a chegar para morar em Hon e houve aqueles entre os honjins que acharam alguns deles realmente bonitos. Com os jovens era mais comum aceitar abertamente o amor por um dos estrangeiros e logo vieram os casamentos entre povos. E logo atrás veio a guerra.

A guerra devastou as cidades e praticamente todos os estrangeiros foram mortos ou deixaram o país com o auxílio dos honjins simpatizantes. Muita coisa mudou então, pois ainda havia gente demais para que se deixassem de lado os acordos comerciais com o continente, ainda que os estrangeiros não fossem bem vindos. A dinastia Poto caiu e a dinastia Han foi posta no lugar e novas religiões, trazidas de fora, foram adotadas por habitantes locais.

Han optou por soluções drásticas: proibiu religiões estrangeiras e um grande ritual foi feito pra expulsar os deuses que entravam em Hon, expulsou es mestiços e a partir daquela data os que simpatizavam com os estrangeiros foram encarregados de lidar com eles, realizando todas as transações necessárias para a sobrevivência e manutenção da nação no continente.

Os que passaram a viver a maior parte do tempo fora de Hon perceberam melhor a cultura estrangeira mas, por mais que simpatizassem com estes, decidiram manter sua cultura intacta fora de sua terra natal. Com o passar dos anos, porém, estes percebiam o que os estrangeiros poderiam acrescentar e incorporavam isso ao seu modo de vida. Principalmente naquilo que se referia à guerra.

Foi assim que surgiram os melhores guerreiros de Hon. Estes novos guerreiros tinham a técnica de combate e espionagem testada e comprovada por milênios, eram especialistas em armas exóticas e conheciam movimentos que só uma parte dos habitantes de seu arquipélago natal conheciam, associadas à técnicas como conhecimento em venenos do mundo todo e línguas secretas. Recentemente incorporaram armas de fogo ao seu arsenal, tão logo entraram em contato com elas. Tudo o que se mostre válido pra a sobrevivência deve ser anexado ao treinamento do guerreiro.

As várias escolas e estilos que foram surgindo foram reunidas em uma só, o que apenas fortificou a arte, sendo que guerreiros do mundo todo treinam com mestres que por sua vez treinam com os que unificaram as escolas, para que a arte permaneça una e eficiente. Esta arte é conhecida como Arte das Sombras, ustutaji, no idioma honjin, e pode ser ensinada também para os estrangeiros que se mostrarem merecedores.

RESUMO

Terra: Hon;
Relevo importante: não há;
Habitantes: honjins;
Língua oficial: honjin;
Número de habitantes: vários milhões;
Cidades: muitas, do tamanho de vilas a maioria, com nomes desconhecidos;
Sistema de contagem: um próprio e o comum;
Economia: baseada na agricultura e piscicultura;
Armas manufaturadas: uma enorme variedade de lâminas similares às do resto do mundo;
Habilidades comuns (para os encontrados fora de Hon): manufatura de espadas, escalada à mão livre, escalada com garras, escalar muralhas, luta desarmada, luta com bastão curto, luta com bastão, luta com corda ou corrente, luta com lâminas arremessáveis, luta com faca, luta com espada, meditação, salto, corrida, quaisquer habilidades ligadas à negócios e diplomacia;
Personalidades: Poto, o primeiro imperador;
Deus: vários próprios e alguns comuns ao resto do mundo;
Itens comuns: lâminas de arremesso, espada, faca, garras para escalada, corda, dinheiro;
Aparência do povo: Pele clara e olhos estreitos, de rosto quadrado de ossos fortes e aparentes com um olhar complacente. Os homens usam seus cabelos curtos e as mulheres muito compridos. Tais cabelos são negros, assim como seus olhos. Não gostam muito de adornos e nem de pinturas ou tatuagens corporais. Tudo isso pode ser dito dos que vêm ao continente, mas pouco se sabe dos que moram na ilha;
Características marcantes: Costumam falar com sabedoria simples e direta, deixando pouco espaço para a discussão. São extremamente esmerados em qualquer coisa que fazem, mesmo ao servir chá para si mesmos, por exemplo.

Texto por: Ricardo “Cão Babão”

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