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Casa e vida para o herói

5, 06, 2008

Knight

Há muito tempo eu vejo acontecer nas mesas de RPG alguns fatos interessantes, que alguns textos ou spolios por aí já comentaram sobre. Mas como não custa nada falar mais um pouco, né?

Que estou querendo falar para você caro leitor e dos jogadores que acabam fazendo personagens no intuito de apenas linhas e dados de informações em papel. Vulgo rolador de dados para uma ação. Aquele que faz o personagem para bater rápido, com força e caça XP.

Com o advento do D20 se possibilitou inúmeros combos, manobras e etc para criar um personagem que chega ou vê o inimigo e parte para o esmagamento e destruição pura, não se preocupando com a interpretação se aquele saco de pancada que vai ser esmagado tem alguma informação importante para o grupo ou para o personagem.

As interpretações normalmente são de personagens encéfalos e com único objetivo mais poder, mais formas de provocar danos e destruir o que tiver para destruir antes do próximo obstáculo.

Cadê aquela coisa da interpretação?

Cadê aquela força presencial que um herói deve ter?

Contando que esta fazendo um personagem realmente para a interpretação, que tenha uma vida além das masmorras e os combates. Uma das coisas que sempre senti falta, pelo menos nas maiorias das mesas de RPG que eu participei ou ouvi falar, de criar alguma coisa para o personagem.

Um lar para voltar e se preocupar

Usar aquele molde do sonho americano: “Uma casinha branca, com cerca branca, com um cachorrinho e um jardim”. Ta realmente uma imagem que não combina com o mundo medieval fantástico, mas uma pequena casa em um vilarejo calmo no pé das montanhas ou começar a construir o seu pequeno refúgio seguro. Acho que só consegui fazer isso duas vezes em todo o meu tempo que jogo RPG, desde 94, um mestre permitiu construir um castelo…mas este era mais atacado do que qualquer coisa….resumo, praticamente nem sai das fundações. Já o outro era um mundo em desenvolvimento e a ser explorado, na época acabei “convencendo” o prefeito de um vilarejo que devia ajudar a cuidar do vilarejo e tudo mais.

Você ganha algo mais para seu personagem, preocupações, estilo de vida e deixa ate uma marca no mundo do mestre da criação do mesmo. Também criando outras possibilidades que convivemos na vida real, logística, tempo, trabalho, gastos e cálculos. Ufa, meio assustador, mas realmente enriquecedor.

O vilarejo que evoluiu

Este parte do vilarejo foi bem interessante, como estava começando a cuidar dele estava realmente desenvolvendo ele progressivamente, sempre investindo, pegando muito das riquezas do que possuía e colocava para o desenvolvimento do vilarejo. Se bem me lembro, logo já tinha plantações para alimentar a população, possuía um aqueduto para abastecer, estava sendo construída uma roda de transporte entre o vilarejo e a capital do reinado e também com alguns bardos contratados estava sendo espalhado “algumas propagandas” positivas sobre o vilarejos que logo se tornaria uma pequena vila em franco crescimento.

Sinceramente algumas coisas que sempre valorizo e acho ate para ter mais qualidade das mesas de RPG e a de você fazer com que seu personagem sinta um pouco da vida mundana, criar, construir, evoluir, desenvolver e expressar o seu eu fora das batalhas e das viagens entre planos, mundos e inimigos.

Expresse as idéias aos mestres para que tenhamos chance de ter um pouco mais de chance aos jogadores a desenvolver seus personagens, uma coisa que eu vi no Castelo de Falkstein e a questão da utilização de um diário para registro do que o personagem faz ou deixa de fazer, valorizando em muito a narrativa e interpretação. Ate as histórias que estão nestes diários vão servir de ganchos para aventuras futuras e permitir ate que os jogadores desenvolvam habilidades para descrever os backgrounds de outros personagens que venham jogar.

Que acham disso?

Texto por: Christian Alencar

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14 Comentários leave one →
  1. Bruna permalink
    5, 06, 2008 4:02 pm

    Eu concordo contigo, eu me apegava aos meus personagens pela história que foi criado em cima. De injustiças, de querer construir e algo vir a destruir. Nós acabamos tomando partido e esse espírito tá meio rarinho mesmo…Ninguém nem aguenta evoluir o personagem além do nível 20 (no caso do D&D, acho que a razão disso é a falta de objetivos. Em um conto clichê, tudo tem um porquê. Ninguém vai matar bicho pelo simples fato de evoluir (parece coisa de digmon pensar assim) e sim para destruir um inimigo vil…As comparações podem até parecer infantil mas tem fundamento. Acho que o “coração” da coisa anda morrendo deixando lugar para um frio jogo de videogame…

  2. 5, 06, 2008 4:07 pm

    Bruna você capitou a ideia do que estava querendo falar com o texto.

    Os personagens as vezes não querem simplesmente bater bater, pilhar, destruir o mal e tal. Será que não querem apenas cuidar da sua vida sem tem que salvar o mundo toda hora?

  3. Bruna permalink
    5, 06, 2008 4:11 pm

    Isso não é culpa só de quem faz um personagens…Também dos mestres.
    Se você for parar pra pensar, um momento de luta deveria ser muito bem narrado pra despertar sentimentos como a piedade…É sempre ataque e ataque, a história nunca flui.

  4. Junior (Malaviano) permalink
    5, 06, 2008 4:21 pm

    Seria muito interessante os personagens adquirirem esses tipos de interpretaçoes…
    Só que nem todo mestre age assim para contribuir com isso…
    Muitos mestres, muitas vezes é quem lavam os jogadores a agirem como verdadeiros barbaros, somente atras de combate e mais combate pra ficar cada vez mais forte…
    Então cabe aos mestres e tambem aos jogadores essa parte de interpretação mais cotidiana, não só de bater bater e bater…

    Então senhores jogadores vamos ser mais realistas nos jogos, tipo, como se fosse vc vivendo ali dentro daquela aventura, e é lógico que vc nao iria viver so de dar porrada e sim de outros deveres cotidianos…

  5. 5, 06, 2008 4:25 pm

    São outros pontos que estou escrevendo sobre isso da descrição de ambiente e lutas, que ate as vezes ficamos com duvidas em pocisionamento e situações de luta.

    Culpa e um par de todos, do jogador, do mestre e dos outros mas o legal estar abrindo esta possibilidade de investir mais no personagem e ate mesmo no mundo de campanha do mestre.

    Novos leques para velhas coisas.

  6. Bruna permalink
    5, 06, 2008 4:30 pm

    Isso é culpa de exesso de videogame, e como diria o anarque-punk…É TUDO CULPA DO SISTEMA, A ALIENAÇÃO DAS PESSOAS NO RPG É CULPA DO SISTEMA! HAHAHA

    Eu não consigo ser totalmente boa ou má, gosto de fazer personagens que seguem os momentos…E você senhor malkaviano, não fale mal dos bárbaros pois Conan é rei! haha

    😉

  7. Junior (Malkaviano) permalink
    5, 06, 2008 4:31 pm

    Mais convenhamos que sempre um bom porradão sempre é emocionante…
    Por isso que nas minhas historias de vampire é 40% de inigmas pra desenvolver a interpretação e 60% de ação…
    Ou as vezes um pouco mais de ação…

  8. 5, 06, 2008 4:36 pm

    ou não né?

    mas o importante e desenvolver o que podemos fazer ou deixar de fazer em nossas vidas de jogadores.

    Uma coisa e certar, ate Conan que e puro musculo tem uma senhora história e evolução do personagem.

  9. Bruna permalink
    5, 06, 2008 4:37 pm

    No caso do vampiro, é meio chatinho o uso de porrada. Pois é mais humano, tem sempre que pensar duas vezes antes de agir…Pisar em ovos, como diria o ditado.

    Sobre o que o Fenrir escreveu, ele não criticou as porradas e sim a falta de interpretação…Tu já pensou um Paladino matando bichos só pelo egoísmo de evoluir? Ou um Druída matando uma pantera negra só por que esta se sentiu ameaçada? É patético e eu SEMPRE via isso…Pior é quando querem BATER em ver de usar magia (no caso de personagens que mais mágicos que físicos).

    É deprimente, eu me irritava bastante com isso.

  10. Bruna permalink
    5, 06, 2008 4:38 pm

    (no caso de personagens que são mais mágicos que físicos).*

  11. 5, 06, 2008 4:51 pm

    bom…eu tinha um plot pronto pra aventura de Conan, ia ser do renascimento do avatar de Set na forma humana.
    Aí os pcs tavam ajudando a portadora do bebe a fugir de estigia e talz…mas no fim…eles mandaram a mulher embora qdo eles estavam bem longe e foram cuidar das suas vidas…roubaram caravanas no deserto, viajaram pra varios cantos e no fim resolveram virar piratas…aí eles encontraram um arquipelago bom, montaram uma base, chamaram uns colonos e fundaram um vilarejo fortaleza…
    eu deixei…
    mas qdo o moleque crescer…set vai interferir na vida deles heheheh

  12. Bruna permalink
    5, 06, 2008 5:12 pm

    “Set vai interferir na vida deles” …

    HAHAHAHAHAHAHA!!!

  13. 5, 06, 2008 5:15 pm

    pera ae..

    SET a revista?

  14. Bruna permalink
    5, 06, 2008 5:56 pm

    “Set” do inglês, deixar.
    HAHAHA

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