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A LOGÍSTICA DA SUA ORGANIZAÇÃO ESTÁ PREPARADA PARA O COMÉRCIO ELETRÔNICO?

27, 08, 2008

A LOGÍSTICA DA SUA ORGANIZAÇÃO ESTÁ PREPARADA PARA O COMÉRCIO ELETRÔNICO?
por Olavo Tapajós

Essa talvez seja uma pergunta muito difícil de ser respondida, levando em consideração que as organizações ainda sentem muita dificuldade em atuar na logística tradicional, aquela logística que movimenta milhares de containeres e paletes ao redor do mundo, buscando atender as demandas originadas pelos consumidores globais.

Ora, se entendermos que a Internet está introduzindo uma nova relação com o comércio tradicional e ao mesmo tempo criando um novo relacionamento com os clientes, estaríamos diante da consolidação de um novo cenário de relação mercantil virtual.

A Internet e, em particular, a Word Wide Web com a sua parte de multimídia, estão fortalecendo uma comunicação virtual viável para atingir um público globalizado e altamente qualificado. Esta revolução tem o lado soft ou on-line, que é o mais criativo, pois envolve a criação de portais, home pages, site e algumas estratégias de comercialização, como: pagamento adiantado via ficha de compensação, cartão de crédito, pagamento contra entrega. A grande preocupação é o lado hard ou off-line, que deve ser o mínimo para atender a complexidade dos negócios que serão fechados no comércio eletrônico. Porém, o mundo empresarial, tem focado no aumento da produtividade e competitividade, sem esquecer da lucratividade do negócio. Observa-se que essa euforia pode ameaçar os negócios virtuais, pois a contabilidade pode não fechar positivamente. Sabe-se que nos últimos anos as margens de lucro estão sendo cada vez menores, forçando um redesenho dos processos em busca da redução dos custos totais visando a maximização da rentabilidade.

Com o aparecimento do comércio eletrônico B2C (business to consumer), ou seja, relações comerciais entre uma organização (CNPJ) e um cliente (CPF), traz ao cliente uma certa comodidade, por outro lado a necessidade de experimentar este novo canal de distribuição que vem acompanhado de certas particularidades como a seguir:

(a) incertezas jamais estimadas;
(b) processamento unitário;
(c) separação fracionada do pedido;
(d) embalagens especiais (pacotes); e
(e) expedição direta para a casa do cliente (porta-a-porta).

Ao analisar essas particularidades observa-se uma elevação dos custos quando comparados com a logística tradicional de embarques de caixas fechadas e faturamento atrelado a lotes mínimos. Essas questões são consideradas desafiadoras, pois a expectativa dos clientes é de receber o produto ou o serviço adquirido na mesma velocidade em que ele faz seu pedido no www (via computador), tal como costuma fazer ao solicitar um remédio ou mesmo uma pizza por telefone no seu bairro. Outra questão que não pode ser deixada de lado é nova disponibilidade virtual, oferecendo 24 horas por dia, 7 dias por semana e 365 dias por ano.

Todavia, ainda não há uma compatibilidade com os horários de entregas, principalmente quando no local de entrega não tem ninguém para receber no horário comercial. A grande maioria dos condomínios horizontais e verticais tem em suas normas internas horários rígidos de recebimento de mercadorias, onerando os custos com as reentregas. Logo, percebe-se que o custo total para operar com eficiência e eficácia no comércio eletrônico pode ser alto o suficiente para que a operação seja considerada inviável, pois mesmo o cliente escolhendo um produto com um preço mais barato do que nas lojas tradicionais, o frete pode ser o grande diferencial para tornar a operação sem atratividade.

Outro aspecto que não pode ser desconsiderado é a preocupação no ato da comercialização da mercadoria a vinculação a um gerenciador de estoque, que pudesse disponibilizar em tempo real (on-line) a quantidade de produtos estocados, evitando-se com isso o desprazer de informar ao cliente que sua mercadoria não poderá ser atendida em virtude da sua falta nos estoques ou que sua compra sofrerá um atraso considerável, ou em alguns casos não será mais entregue, o que é muito pior, pois nesses casos o produto já foi até pago, envolvendo o estorno ou devolução de pagamentos, gerando custos e desperdícios de tempo.

Portanto, com evolução do comércio eletrônico foi necessário repensar a forma de atendimento dessa nova sistemática através da e-logística, ou seja, a logística repensada sob a ótica do comércio eletrônico, potencializando o novo papel dos atacadistas, varejistas, distribuidores e revendedores que serão responsáveis pela satisfação dos clientes, ou seja, a entrega do produto certo, no local certo, na hora certa a um custo certo.

Finalizando, a logística não pode ser apontada como um problema e sim como uma solução e nem poderia ser ao contrário, pois fugiria da sua temática básica que é “otimizar e racionalizar um processo produtivo, levando-o até aos clientes com qualidade, com responsabilidades sociais e ambientais, aos menores custos possíveis”. A idéia desse artigo não foi polemizar e nem tão pouco criticar a operacionalização do comércio eletrônico e sim chamar a atenção da importância da aplicação de uma logística diferenciada para atender as relações comerciais no mundo eletrônico.

Olavo Tapajós
Engenheiro civil – doutorando no Programa de Planejamento de Transporte

Fonte: Jornal do Commercio/AM

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One Comment leave one →
  1. Fernanda permalink
    5, 11, 2008 7:41 pm

    eu não achei o que eu queria por que era um trabalho de geografia que meu professor mandou assim: como está a organização do comércio ?

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