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O CANTAR DOS NIBELUNGOS

13, 03, 2009

O príncipe Sigfrid de Niederland, das terras baixas, é o protagonista ausente de “A canção dos nibelungos”, belo donzel e nobre guerreiro de sangue real, o involuntário causador do dramático desfecho da história legendária, a razão exibida numa poética explicação dada à desaparição histórica da nação burgunda perante o huno Átila. A princesa Crimilda dos burgondos, a dama de Worms, é o objeto do seu amor, a donzela sonhada, a bela virgem pela qual se apaixona perdidamente Sigfrid pelas referências que lhe chegaram da sua inigualável beleza. Os dois jovens apaixonar-se-ão mutuamente e o seu casamento será em breve um fato. Brunilda é uma estranha rainha da Islândia, tão bela como brutal, que oferece a sua mão a quem possa vencê-la num combate mortal, mas que cairá irremissivelmente rendida perante Gunther, o apaixonado irmão de Crimilda, mas só pela astuta e mágica intervenção de Sigfrid, e esse insólito romance também se saldará com o casamento desejado, para satisfação de Gunther. A história teria acabado felizmente aí, mas as considerações de uma honra arbitrária e, mais do que nada, a intromissão das nada desejáveis vontades femininas no mundo brutal e inflexível dos homens germânicos, farão com que todo um povo seja imolado para satisfação de uma vingança sangüinária que tem a sua desculpa e a primeira origem num ato tão trivial como o protocolo real pelo qual se discute para estabelecer a ordem oficial de entrada na igreja das duas damas centrais da nossa história, as cunhadas rivais Crimilda e Brunilda, complicado depois com a morte do bom Sigfrid. Junto deles está, num posto destacado, o indefinível personagem de Hagen, braço armado de Gunther, que faz alternativamente de herói e de vilão na história, sendo primeiro o executor cobarde de Sigfrid e, mais tarde, o heróico paladino do rei Gunther quando chega a hora da luta final, ao pôr-se em andamento a máquina sangrenta da traição final, o último ato do poema, com a execução do plano imisericorde e inobre da vingativa Crimilda.

Continua…

Fonte: Arvore Sagrada

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