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DE RIVAL A LEAL AMIGO

18, 03, 2009

A notícia da vitória não só alegrou o rei Gunther e os seus súditos; a princesa Crimilda também ficou emocionada ao conhecer a façanha de Sigfrid “o forte”, de Sigfrid “o demônio”, como lhe chamavam os poucos que tinham combatido perto dele e tiveram a sorte de sobreviver. Agora Sigfrid já era o leal amigo e podia ser apresentado à princesa Crimilda, pois o rei, seu irmão, não ignorava o seu amor por ela. Ao conhecerem-se, ambos puderam dar-se conta imediatamente de que o amor vivido por cada um deles era um sentimento mútuo. Só faltava ao valoroso príncipe Sigfrid passar por outra nova prova de armas, a prova de rigor que lhe permitisse aceder à mão da princesa que acabava de conhecer, e esta oportunidade sonhada não demorou demasiado em apresentar-se.  

 

    A ocasião de ganhar o amor da adorada Crimilda chamava-se Brunilda e era uma rainha tão bela como violenta, nada menos do que a indômita soberana do longínquo reino da Islândia.O rei Gunther amava-a à distância e necessitava de alcançar o seu coração. Não era tarefa simples, pois a singular rainha exigia ser vencida em combate para conceder o seu coração, e infelizmente era tão forte como cruel, dado que tinham sido muitos os nobres que tinham pago com a sua cabeça a derrota perante Brunilda. O rei Gunther era um temerário lutador, mas necessitava da ajuda daqueles fiéis voluntários que quiseram arriscar-se com ele na sua tentativa. O bom Sigfrid, naturalmente, foi o primeiro cavalheiro em oferecer-se incondicionalmente ao seu serviço, reclamando como única compensação, claro, a Crimilda em casamento se a expedição resultasse favorável para os desejos do seu rei e senhor. Para completar a breve força de acompanhamento, solicitou a presença dos irmãos Hagen e Dankwart. Também Sigfrid tomou algo que mais ninguém conhecia, salvo ele: um manto mágico arrebatado ao anão Alberic, do país dos nibelungos, com o qual podia tornar-se invisível à vontade e ficar a coberto de qualquer arma, por muito afiada que estivesse e por robusto que fosse o braço que a empunhasse. Sigfrid era invencível, mas nesta ocasião não tratava de conquistar prestígio para si, senão a possibilidade de ganhar o privilégio de ser esposo de Crimilda.

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