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Lusitânia:Mãe suprema e sagrada de Portugal

20, 05, 2009

Hoje nós sonhamos com o “Portugal Eterno”, mas existiu uma “pátria suprema”, uma mãe que sofreu em épocas e eras distantes de nossos tempos, e hoje podemos nos orgulhar de nosso Portugal. Todavia, ela foi a precursora, lutou imensamente contra tudo e contra todos, como uma verdadeira mãe que acalenta seus filhos.

Há uns 10 mil anos atrás, após o período da idade do gelo, em terras dos vales do Tejo e do Sado, existiam grupos humanos que por ali fixaram suas vidas, uma vez que, seus antepassados já haviam escolhido aqueles locais e hoje os geólogos encontraram restos petrificados de comidas, esqueletos e crânios em rochas, sendo que, eles já mostravam as suas religiosidades, enterrando os seus mortos, e graças a isso, podemos hoje saber algo a respeito desse povo lusitano.

A maior concentração desse povo foi no “Alto Alentejo” e dali foram infiltrando-se por todo território lusitano. No referido território ao sul do Tejo, existiam imensas minas de cobre, e ao norte de estanho, o que foi a razão das continuas invasões de outros povos. Nas proximidades do Cartaxo, existe um monumento que é o “Castro de Vila Nova de São Pedro”, cuja fortaleza ainda tem vestígios de “Torres Semi-Cilindricas”.
Na “Idade do Bronze”, de 2000 a 800 anos antes de Cristo, houve grandes deslocamentos de imigrantes com a invasão de muita gente vinda do centro da Europa, como os Celtas, os quais eram de uma civilização mais avançada, inclusive, conheciam a manipulação do ferro. Porém, eles se adaptaram aos locais e acabaram os habitantes da Lusitânia absorvidos pela cultura Celta. Já ao sul do Tejo habitavam os “Célticos”, e no Algarve os “Cónios” e como também os Celtas foram deslocando-se todos para o Sul.
Portanto, essa junção de povos durante séculos e séculos de irem se coordenando e absorvendo-se uns aos outros nas terras da Lusitânia, perdurou até a chegada dos romanos há 300 anos antes de Cristo, os quais invadiram as terras ibéricas, e daí em frente a civilização romana encampou a civilização lusitana. Porém, esta nunca deixou-se dominar completamente pelos invasores, haja vista, pela atuação do grande guerreiro lusitano Viriato que entre 147 e 139 A.C. conseguiu derrotar muitas tropas romanas. Todavia, devido ao montante de invasores, os lusitanos foram assimilando a língua falada dos romanos, o Latim, que misturando palavras de suas línguas anteriores com o latim, falado pelas ordas romanas, surgiu uma língua lusitana arcaica.

Após, os romanos ficaram dominando a Lusitânia por 1000 anos, até o ano 711 da nossa era, quando tropas vindas da Àfrica, da Mauritânia e do Marrocos, invadindo a Península Ibérica, derrotaram facilmente as enfraquecidas tropas romanas. E esses africanos eram os “Mouros”, que com sua cultura trouxeram a riqueza das grandes construções, dos castelos, da arte poética, da música, que em conjunto com a riqueza dos romanos, que trouxeram a jurisprudência e a língua latina, enriqueceram o povo lusitano.

A Lusitânia nunca deixou-se vencer, uma vez que, um povo dominado por mil anos dos romanos e por 700 anos dos mouros, até 1452 de nossa era, conseguiu sair-se bravamente, absorvendo todas essas culturas estranhas, mantendo-se imponente, até finalmente reorganizarem-se com a criação do nosso Portugal, no século XII, deram de presente para as populações subseqüentes esse magistral país, que conseguiu mudar o panorama mundial, criando países e com sua linda língua, a terceira do mundo, falada em oito maravilhosos países.

Por essa razão é que os portugueses têm o grandioso orgulho de serem também chamados de lusitanos, e eu como descendente direto dessa encantadora pátria lusitana, ser chamado de LUSO-DESCENDENTE.

Adriano da Costa Filho
Membro da Casa do Poeta de São Paulo, Movimento Poético Nacional, Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores, Academia Virtual Poética do Brasil, Ordem Nacional dos Escritores do Brasil, Associação Paulista de Imprensa, Associação Portuguesa de Poetas/Lisboa e escreve quinzenalmente para o Jornal Mundo Lusíada.

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