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Povos Germanos

6, 06, 2009


Germanos
Os germanos ou povos germânicos são um grupo histórico de povos falantes de línguas indo-européias, originários da Europa Setentrional e identificados pelo uso comum das línguas germânicas, que se diversificaram a partir do proto-germânico ou germânico comum durante a Idade do Ferro pré-romana. Os povos falantes de línguas germânicas da Idade do ferro romana e do período de migrações dos povos bárbaros revelam uma cultura material uniforme e crenças religiosas comuns, embora pesquisas recentes contestem a existência de um grupo étnico germânico distinto[1].
Povos germânicos migrantes se espalharam por toda a Europa na Antiguidade tardia e na Baixa Idade Média. As línguas germânicas se tornaram dominantes ao longo das fronteiras romanas (Áustria, Alemanha, Países Baixos e Inglaterra), mas nas províncias romanas ocidentais, os imigrantes germânicos adotaram os dialetos latinos (línguas românicas). Além disso, todos os povos germânicos converteram- se, ao seu tempo, ao cristianismo. Os povos germânicos exerceram uma posição de importância na transformação do Império Romano na Europa da Idade Média, contribuindo no desenvolvimento de uma identidade comum, história e cultura que transcenderam as fronteiras lingüísticas.
Etimologia
Várias etimologias para a designação latina GERMANI são possíveis. Como um adjetivo, GERMANI é simplesmente o plural do adjetivo GERMANVS (a partir de germen, “semear, disseminar”, “desdobramento” ), que tem o sentido de “parente” ou “aparentado” [2]. Como um etinônimo, a palavra é comprovada pela primeira vez em 223 a.C. na inscrição de Fasti Capotolini, DE GALLEIS INSVBRIBVS ET GERM, onde ela simplesmente se refere a povos “próximos”, a saber, relacionados aos gauleses. Se o nome próprio posterior GERMANI deriva desta palavra, a referência a este uso deve ser baseada na experiência romana de ver as tribos germânicas como aliadas dos celtas.
O nome aparece sendo usado pela primeira vez com o sentido de “povos da Germânia, distintos dos gauleses” por Júlio César. Neste sentido, o nome deve ser um empréstimo do exônimo celta aplicado às tribos germânicas, baseado em uma palavra para “vizinho”. Uma terceira sugestão deriva a palavra diretamente do nome da tribo dos Hermunduri. Tácito sugere que talvez seja o nome de uma tribo que mudou o nome após o domínio romano, mas não há indícios para isto.
A sugestão que deriva o nome do termo gaulês para “vizinho” leva ao irlandês antigo gair e ao galês ger, “próximo”[3], ao irlandês gearr, “uma distância curta”, a partir do radical proto-celta *gerso-s, também relacionado ao grego antigo chereion, “inferior” e ao inglês gash, “corte, arranhão”[4]. O radical proto-indo-europeu deveria ser da forma khar-, *kher-, *ghar-, *gher-, “corte, machucado”, do qual também deriva o hitita kar-, “corte, machucado”, de onde também o grego character.
Aparentemente, as tribos germânicas não possuíam uma auto-denominaçã o (endônimo) que incluísse todos os povos germano-falantes e que excluísse todos os povos não-germânicos. Os povos não-germânicos (principalmente celtas, romanos e gregos, os cidadãos do Império Romano), por outro lado, eram chamados *walha- (esta palavra sobreviveu em nomes como Wales (Gales), Welsh (galês), Cornwall (Cornualha), Wallons (valões), Vlachs (valáquios), etc.).
O ermo genérico *þiuda- (“povo”) (ocorre em muitos nomes pessoais tais como Thiud-reks e também no etinônimo dos suecos a partir do cognato do inglês antigo Sweo-ðeod) não é uma auto-designaçã o. No entanto, o adjetivo derivado deste nome, *þiudiskaz (“popular”), foi usado em referência à língua do povo em oposição à língua latina (mais antigo exemplo registrado em 786). A palavra persiste no alemão Deutsch (“alemão”), no inglês Dutch (“neerlandês” ), no neerlandês Duits (“neerlandês” ) e Diets (“alemão”) e no dinamarquês tysk (“alemão”). A partir de c. 875 os escritores latinos referem-se à(s) língua(s) germânica(s) como teutonicus (“teutônico”) . Daí o uso inglês da palavra Teutons (“teutões”) em referência aos povos germânicos em geral, além da tribo específica dos teutões, derrotada na batalha de Aquae Sextiae em 102 a.C.
O conceito de “germânico” como uma identidade étnica distinta foi indicado primeiramente pelo geógrafo grego Estrabão [1], que diferenciou um grupo bárbaro no norte da Europa, que não era celta. No entanto, foi Posidônio o primeiro a usar o nome, por volta de 80 a.C. em seu desaparecido 30º livro. O nosso conhecimento disto é baseado no 4º livro de Ateneu, que em cerca de 190 citou Posidônio: “Os GERMANI à tarde servem à mesa carne assada com leite, e bebem seu vinho não diluído”.
No século I, as obras de Júlio César, Tácito e de outros escritores da época indicam uma divisão dos povos germano-falantes em grupos tribais centralizados em:
Nos rios Oder e Vístula (Polônia) (tribos germânicas orientais);
No baixo Reno (istvaeones) ;
No rio Elba (irminones);
Na Jutlândia e nas ilhas dinamarquesas (ingaevones) .
Com respeito às origens étnicas, evidências desenvolvidas por arqueólogos e lingüistas sugerem que um povo ou grupo de povos dividindo uma cultura material comum residia no norte da atual Alemanha e sul da Escandinávia durante o final da Idade do Bronze (1700 a.C. – 600 a.C.). Essa cultura é chamada de Idade do Bronze Nórdica e abrange o sul da Escandinávia e o norte da Alemanha. A longa presença de tribos germânicas no sul da Escandinávia (uma língua indo-européia chegou provavelmente por volta de 2000 a.C.) e é também evidenciada pelo fato de que não tem sido encontrados nomes de lugares pré-germânicos na região.
Os lingüistas, trabalhando a partir das historicamente conhecidas línguas germânicas, sugerem que este grupo falava o idioma proto-germânico, um ramo distinto da família de línguas indo-européias. As características culturais da época incluem povoações pequenas e independentes e uma economia fortemente baseada na pecuária.
O deslocamento para o sul foi provavelmente influenciado por uma piora no clima da Escandinávia entre 600 a.C. e 300 a.C.. O clima quente e seco do sul da Escandinávia (2 a 3 graus mais quente que hoje), piorou consideravelmente, o que não apenas modificou dramaticamente a flora, mas também forçou as pessoas a mudar seu modo de vida e abandonar suas povoações.
Por volta dessa época, essa cultura descobriu como extrair ferro das jazidas nos pântanos de turfas. Sua tecnologia para obter minério de ferro deve tê-los ajudado na expansão para novos territórios.
A cultura germânica cresceu para sudeste e para sudoeste, sem paradas repentinas, e pode ser diferenciada da cultura dos celtas que habitavam mais ao sul nas regiões do Danúbio e Alpinas no mesmo período.
História
Primeiros contatos

Os primeiros contatos dos germanos com os romanos ocorreram no ano 113 a.C., com derrotas para os romanos. Pouco depois, o general Mario mudou muito o exército e conseguiu algumas importantes vitórias sobre os germanos, de estatura muito superior aos romanos. Júlio César (século I a.C.) escreveu alguma coisa sobre os germanos. Nesse período, as tribos germânicas viviam em aldeias rudimentares, praticando uma economia comunal baseada na agricultura, na pecuária e nas pilhagens. Quando as terras se esgotavam, partiam à procura de outras. As áreas cultiváveis e os bosques eram de uso comum aos habitantes das aldeias. Apenas os rebanhos permaneciam como propriedade particular, constituindo a principal riqueza dos guerreiros.
A penetração germânica no Império Romano
Pode-se distinguir duas grandes fases da penetração dos povos germânicos no Império Romano:
Primeira fase – Migrações (até o século V): corresponde ao período em que se os povos bárbaros migraram, de forma lenta e pacifica, para os domínios do Império Romano. O próprio governo romano estabelecia acordos com os povos bárbaros, permitindo-lhes fixar-se dentro das fronteiras do Império. Muitos desses germanos chegaram a ingressar em unidades auxiliares do exército romano, somando forças na defesa das fronteiras de Roma. Alguns chefes bárbaros atingiram, inclusive, postos de comando, estando incumbidos de missões militares especiais no interesse do Império. Assim, com o tempo, ocorreu uma progressiva “germanização” do exército romano. Este fato começou a gerar inquietação entre os romanos, a ponto de membros da elite de Roma, tomados pelo medo, mostrarem ao imperador que “estavam sendo protegidos por um exército composto por homens da mesma raça que nossos escravos”.
No governo de Diocleciano (284 a 305), soldados germanos passaram a ser regularmente recrutados para servir nas legiões do Império Romano. As autoridades imperiais procuravam rodear as fronteiras de chefes bárbaros aliados, que mantinham a independência, os usos e os costumes, mas defendiam os interesses romanos diante do mundo germânico e eram recompensados com dinheiro e terras.
Segunda fase – Invasões (a partir do século V): corresponde ao período em que os povos bárbaros invadiram o Império Romano, por meio de infiltrações ameaçadoras, violentas e brutais. O fator de ordem externa que mais colaborou para desencadear as invasões germânicas foi a chegada, à Europa, dos hunos, que eram guerreiros extremamente ferozes. Povo nômade vindo da Ásia Central, por razões não plenamente esclarecidas, os hunos entraram em conflito com germanos ostrogodos, aniquilando suas estruturas sociais. Fugindo da fúria dos hunos, boa parte dos ostrogodos emigrou em direção ao oeste europeu, para a região ocupada por outro grupo de germanos, os visigodos.
Pouco tempo depois, os próprios visigodos sofreriam ataques hunos sem conseguir deter seu avanço. O chefe dos visigodos solicitou, então, ao imperador romano permissão para penetrar nos domínios do império. Sem prever as conseqüências de seu ato, o imperador Valente autorizou a entrada de milhares de germanos, que, assim, atravessaram o Rio Danúbio. Posteriormente, esses mesmos germanos decidiram avançar em direção ao Mediterrâneo, pilhando e saqueando aldeias e cidades. Inaugurava-se, desse modo, o período das grandes invasões. Pouco a pouco, os diversos povos germânicos foram dominando diferentes regiões do antigo Império Romano e organizando- se nos territórios conquistados. Já por volta do século VII, quase todos os povos germânicos estavam estabelecidos em regiões da Europa.
Por volta do século IV, a “Assembléia dos Guerreiros” praticamente desaparecera entre os bárbaros, substituída por um “Conselho de Nobres”. O contacto cada vez maior com o Império levara-os a assimilar bastante a vida econômica, a hierarquia social, a disciplina militar e a religião dos romanos (muitos bárbaros haviam-se convertido ao Arianismo, ramo do Cristianismo considerado herético pelo Concílio de Nicéia, realizado em 325). Mesmo assim, as suas comunidades ainda eram bem rudimentares e quase todas desconheciam a escrita.
A partir de fins do século IV, pressionados pelos hunos, povo nômade vindo da Ásia Central, as tribos germânicas migraram em massa e de uma forma não pacífica para o interior do Império Romano do Ocidente. Suevos, alanos, burgúndios, francos, vândalos e visigodos penetraram, saquearam e ocuparam a Gália, a Península Ibérica, a África e a Itália. Anglos, saxões e jutos tomaram a Britânia. Para defenderem Roma dos sucessivos ataques de determinadas tribos, os Imperadores recorriam ao auxílio de outros chefes bárbaros, ficando à sua mercê. As invasões germânicas trouxeram desordem, destruição, fome e pilhagem ao já decadente Império Romano, precipitando a sua desintegração no final do século V.
Os povos germânicos não estavam organizados socialmente em Estados, mas em comunidades tribais.
A estrutura social básica era a família monogâmica, cujo poder absoluto era confiado ao pai. Depois, vinham os clãs, compostos pela reunião de famílias aparentadas, com ascendentes comuns. Finalmente, vinham as tribos, formadas pelo agrupamento de vários clãs. O órgão público mais importante de cada tribo era a “Assembléia dos Guerreiros”, que deliberava sobre assuntos como a declaração de guerra ou de paz, a libertação de prisioneiros, os crimes de traição e a expulsão de membros da tribo.
Nas tribos germânicas, os chefes (reis) exerciam funções religiosas, militares e judiciais. Embora sua autoridade se submetesse à Assembléia, esses chefes assumiam poderes quase absolutos em tempos de guerra. Além disso, tinham o direito de manter uma tropa pessoal (séquito), composta de experientes e fieis guerreiros, que se tornou, com o tempo, cada vez mais numerosa.
A partir do século I de nossa era, podem-se distinguir nessa sociedade quatro classes sociais:
Nobreza: ocupava postos de direção na tribo;
Homens livres: classe composta pelos guerreiros portadores de armas e com direito de expressar suas opiniões nas assembléias;
Homens semi-livres: classe constituída por membros de populações vencidas em guerra, excluídas do povo livre pelo fato de não pertencerem aos clãs tribais;
Escravos: formados por prisioneiros de guerra, por filhos de escravos e por devedores insolventes.
A base da organização social das tribos era a “sipe”, espécie de clã formada por famílias ligadas por laços de parentesco. Os seus membros protegiam-se mutuamente e a ofensa a um deles atingia toda a sipe, que praticava a vingança coletiva. Na guerra, o exército era recrutado entre os homens da tribo, maiores de 16 anos.
Os germanos não conheciam cidades nem Estado. A mais importante instituição política era a “Assembléia dos Guerreiros” da tribo, que decidia sobre a guerra, a paz, a libertação dos escravos e escolhia o rei, com função religiosa e militar. Os principais chefes desenvolveram o costume de manter uma “escolta” ou “séquito” de guerreiros, ligados ao líder por um juramento de fidelidade. Em caso de ataques e lutas, eram recompensados com o produto das pilhagens, dando origem a uma nobreza possuidora de terras e escravos.
Entre as principais atividades econômicas, destacavam-se a agricultura (trigo, cevada, centeio, legumes etc.) e a pecuária (bois, carneiros). A principio, a propriedade da terra pertencia a todo o clã, sendo que seus membros tinham o direito de usufruir determinadas áreas. Entretanto, em função das necessidades coletivas, os bosques, os pastos e a água eram explorados de forma comunitária. Era considerada propriedade individual apenas a casa familiar, pois representava o templo dos deuses domésticos e o lugar e veneração aos antepassados. Embora com produção modesta, os germanos dedicavam-se à indústria metalúrgica, fabricando belas e eficientes armas metálicas (lanças, longas espadas, machados). Produziam, também, objetos cerâmicos e peças de ourivesaria de grande valor.
Os germânicos imaginaram o mundo da seguinte forma:
1- Como um círculo rodeado pelas águas, nas quais vivia a serpente monstruosa Midgard. Por debaixo de Midgard estava o Niflheim, e mais profundo ainda se localizava o país dos mortos que era úmido, glacial, sombrio e cuja entrada era guardada por um cão.
2- Como partes ou mundos distintos, todos eles sustentados pelo fresno Ygdrasil. O mundo situado mais acima era o de Ásgard. o acesso a este mundo se realizava através do arco-íris, que imaginavam como um ponto estendido de um lado a outro do universo. Ásgard era um recinto amuralhado no qual viviam todos os deuses, e no qual cada deus tinha uma grande mansão (exceto Odin que tinha três): A primeira mansão de Odin era Valaskialf, na que estava a sala do trono. A segunda era Gladsheim, na que estava a sala do conselho dos deuses. A terceira e mais bela era o Valhala, na qual Odin recebia todos os guerreiros mortos heroicamente e compartilhava com eles banquetes e jogos de guerra.
No mundo de Mídgard habitavam os homens e os elfos (dos quais havia duas classes, os elfos da luz que habitavam no Alfheim e os das trevas no Svarthalfheim) . No mundo de Vanaheim viviam os Vanes. Os anões estavam nas regiões subterrâneas chamadas Nilfheim em cujas profundidades trabalhavam. Os gigantes viviam ao norte, nas regiões chamadas Jotunheim os gigantes da escarpa e na de Útgard os gigantes das montanhas. Os gigantes do fogo viviam ao sul, no Múspel, o país do fogo. O mundo mais profundo era o terrível país de Hel, mundo em perpétua escuridão, onde o gigantesco cão Garm guardava sua entrada, e que estava ocupado pelos mortos. Quanto ao fresno Yggdrasil, imaginaram que sua copa chegava ao céu, e suas raízes ao mundo subterrâneo. Junto a sua primeira raiz surgia a fonte Hvergelmir, origem de todos os rios. Junto a sua segunda raiz, que ia ao país dos gigantes, corria a fonte de Mimir que dava a sabedoria a quem dela bebesse. Sob a terceira estava a fonte da mais sábia das Nornas, Urd, e todos os dias as Nornas retiravam água desta fonte para regar o fresno. Sob o fresno estava oculto o corpo do deus Heimdall que um dia anunciaria o supremo combate entre os Ases e aqueles que lhes disputariam seu poder. Os maus espíritos roíam lentamente estas raízes e como o mundo não é eterno, algum dia o fresno morreria e com ele os deuses e os homens.
Os germanos adoravam as forças da natureza (trovão, sol, raio, lua). Entre os principais deuses, encontravam- se: Wothan (Odin), senhor dos mortos, do comércio, da guerra e das tempestades, Thor (Donnar), protetor dos camponeses, cujos braços lançavam raios, e Tiwaz (Tyr), deus que comandava o céu e dirigia as assembléias. A cerimônia religiosa dos germanos era bastante simples. O culto era celebrado no alto de uma montanha sagrada, junto a uma árvore ou uma fonte ou em outros espaços naturais em florestas. Acreditavam na vida depois da morte e diziam que os guerreiros mortos nos campos da batalha eram levados pelas valquírias (deusas da guerra) até uma espécie de paraíso, denominado Walhalla. Diziam, também, que aqueles que morriam de velhice ou por doença estavam destinados ao Hell. As mulheres iriam para o palácio da deusa Freyja depois de mortas. Outro aspecto muito importante da religiosidade germânica eram os cultos relacionados a magia, entre os quais as de origem xamânico-finlandesa, especialmente importantes na Escandinávia da Era Viking.
Não existiam, entre os germanos antes do início das grandes migrações, normas jurídicas escritas. As relações sociais eram regulamentadas por normas costumeiras, que se transmitiam oralmente de geração a geração. O ordálio era um tipo de prova judiciária freqüentemente utilizada nos julgamentos e constituía em submeter o acusado ao suplício do fogo ou à imersão em água. Se o acusado resistisse ao suplício, era considerado inocente.
Os germanos eram em geral patriarcais sendo o chefe da família em geral o homem mais velho desta, ou o melhor guerreiro, o que aponta para outra característica germânica, o caráter guerreiro ou belicoso da sociedade onde a guerra era tida como importante aspecto social e que definia o status pessoal do homem.
Outro aspecto era que esses povos defendiam que as terras conquistadas durante uma campanha militar deveriam ser divididas pelos melhores chefes de guerra (chefes de famílias que mandavam seus guerreiros em geral sobre seu comando a uma guerra) que participaram desta campanha.
Eram governados em épocas de paz por uma assembléia de homens (chefes de família) que durante um guerra designavam um deles para ser o rei(função parecida com a do ditador romano escolhido pelo senado em épocas de guerra). Mesmo sendo uma sociedade patriarcal a mulher era respeitada e a monogamia era um traço da sociedade (que passou para os dia atuais).
Absorvidos em tarefas imediatas, como a guerra, a agricultura e a caça, os germanos não se empenhavam em registrar de modo especifico sua visão de mundo e seu pensamento social. Tinham uma escrita (runas), que se encontra gravada em jóias e em armas, mas sua função era, basicamente, decorativa e mágica (proteger o dono do objeto). Já no plano artístico, os germanos deixaram importantes realizações no que se refere à ornamentação de objetos (armas, cinturões, braceletes, colares, anéis etc.). Os desenhos decorativos baseavam-se em animais estilizados e em motivos geométricos, sendo utilizadas, principalmente, a roda e a cruz. Os germanos não se dedicaram ao desenho da figura humana.
Bávaros:
Os Bávaros ou Baiovarii (bavarii, em latim) foram um povo povo germânico que surgiu na Boêmia, no território da atual República Tcheca. Os bávaros chegaram na região da Baviera nos séculos V e VI, mas perderam o domínio da região, ao esta ser conquistada pelos francos. A dinastia dos Wittelsbach governou a Baviera entre os anos de 1180 a 1918. Straubing, Ingolstadt e Munique formam, durante toda a Idade Média, a Baviera Superior, enquanto o resto do Estado era denominado Baviera Inferior (Landshut). No início do século XVI, as várias províncias que ocupavam o atual território bávaro, unificaram-se, formando um país. A Baviera sempre foi e ainda é um estado católico, o mais significativo representante do catolicismo dentro do Sacro Império Romano Germânico. Este país combateu a União Protestante, ao longo da Guerra dos Trinta Anos, durante o reinado de Maximiliano I. Em 1623, Maximiliano I recebeu o título de príncipe eleitor do Sacro Império, o que lhe dava o direito de votar na escolha do imperador: tudo isso graças à lealdade à Igreja Católica. Quando o Sacro Império Romano caiu, a Baviera tornou-se um reino independente até 1918.
Alamanos:
Os alamanos eram um povo germânico ocidental, assim denominados pelos romanos, o povo de todos os homens. Eles próprios, entretanto, preferiam chamar-se de Suábios. Desde o século III, tentaram infiltrar-se pela fronteira romana do Reno-Danúbio. Séculos afora persistiram nessa pressão colonizadora, sendo, porém, sempre contidos, principalmente pela oposição dos Francos. Tal resistência fez com que os Alamanos se desviassem e se concentrassem nas atuais regiões da Alsácia, Lorena, Baden-Württemberg e a Suíça.
Os alamanos (Alamanni, Allemanni, ou Alemanni) eram uma aliança militar de tribos germânicas habitando a região em torno do alto rio Meno, onde hoje é a Alemanha. A aliança era agressiva por natureza, formada tendo como propósito atacar a província romana da Germânia Superior. Seguiram o modelo da primeira aliança tribal germânica, a dos francos, que primeiro impediram os romanos de prosseguir ao norte do baixo Reno e em seguida invadiram a província romana da Germânia Inferior.
O Reno tornou-se a fronteira entre a Gália romana e a Germânia tribal. Germanos, celtas e tribos etnicamente misturadas desses dois povos ali se fixaram, com os romanos estabelecidos em dois distritos, Germânia Inferior e Superior, no baixo e alto Reno respectivamente. O nome da alta Alemanha sobrevive no departamento francês do Haut-Rhin. Ele incluía a região entre o alto Reno e o alto Danúbio (a Floresta Negra, bem maior que atualmente), que os romanos chamavam de Agri Decumates, “campos Decumates”. Os Decumates são ainda mais antigos, de proveniência desconhecida.
Unidos, os alamanos atacaram a Germânia Superior e deslocaram-se para os Agri Decumates. Lá eles se tornaram uma confederação, ocupando o que hoje é a Alsácia e se expandindo para o Palatinado (região da Alemanha ao sul de Rheinland-Pfalz) , assim como para partes das atuais Baviera e Áustria. Tornaram-se um Estado, às vezes independente, mais freqüentemente sob domínio franco, sendo depois chamado Alemanha por causa deles (Allemagne em francês, Alemania em espanhol).
Rio Reno e lago Contance A região sempre foi dispersa e compreendida de distritos diferentes, devido a sua origem variada. A diocese de Estrasburgo data de cerca de 614, a de Augsburgo de 736, a de Mainz (arquidiocese) de 745, a de Basiléia, de 805. O Ducado da Alamânia na Suábia codificou suas leis diferenciadas sob Carlos Magno.
Hoje, os descendentes dos Alamanos estão divididos entre quatro nações: França (Alsácia), Alemanha (Suábia e outros lugares), Suíça e Áustria. Nestas regiões são falados diferentes dialetos da língua alemã.
A língua alemã falada pelos antigos alamanos é denominada alemânico, um subgrupo dos dialetos do alto alemão. Inscrições rúnicas alemânicas como o elevo Pforzen estão entre os mais antigos testemunhos do alto alemão antigo. Acredita-se que a segunda mutação consonântica tenha se originado por volta do século V na Alemânia ou entre os lombardos. Tribos alemânicas anteriores a essa época certamente não falavam um dialeto alto alemão, e sim provavelmente um dos ainda pouco diferenciados dialetos germânicos ocidentais.
Os alamanos emergiram a partir dos irminones. De acordo com Asinius Quadratus, seu nome – “todos os homens” – indica que eles eram uma conglomeração de várias tribos formadas de bandos guerreiros, similar aos seus contemporâneos hunos. Não há razão para duvidar dessa etimologia, que é clara e específica. Outra fonte afirma que a raiz de alamano é al- da qual também deriva a palavra grega allos, “diferente, estranho”, e a palavra do antigo alto alemão Elisâzzo, “Elzaz ou Alsácia”, que significa “a terra no outro lado do Reno”.
Pode haver poucas dúvidas, contudo, que os antigos Hermunduri formavam a maioria da nação composta. Outros grupos incluíam os Brisgavi, Juthungi, Bucinobantes, Bentienses e talvez os Armalausi. Aliados próximos dos alamanos eram os germânicos orientais suevos. Os hermunduri tinham aparentemente pertencido aos suevos, mas é provável que reforços de novas tribos suevas os tenham deslocado para oeste. Nos últimos tempos os nomes alamanos e suevos parecem ter se tornado sinônimos, embora alguns dos suevos tenham depois migrado para a Hispânia e lá estabelecido um reino independente que durou até o século VI.
Os alamanos estavam em estado contínuo de conflito com o Império Romano. Eles iniciaram a mais importante invasão da Gália e norte da Península Itálica em 268, quando os romanos foram forçados a expor grande parte da sua fronteira germânica enquanto respondiam à massiva invasão dos godos.
Seus saques em toda a Gália foram traumáticos: Gregório de Tours (morto c. 594) menciona sua força destrutiva à época de Valério e Galiano (253-260), quando os alamanos reunidos sob seu “rei”, a quem eles chamavam Chrocus, “pelo aviso, é dito, de sua pátria, invadiram tudo dos gauleses, e destruíram todos os templos até as fundações, templos que haviam sido construídos em tempos antigos. E, chegando a Clermont, incendiaram, derrubaram e destruíram aqueles santuários que eles chamavam Vasso Galatae na língua galesa”, martirizando muitos cristãos (Historia Francorum Livro I.32–34). Dessa forma, galo-romanos partidários de Gregório, cercados pelas ruínas dos templos romanos e prédios públicos, atribuíram a destruição por eles vista às incursões saqueadoras dos alamanos.
No começo do verão de 268, o imperador Galiano parou o avanço dos alamanos na Península Itálica, mas ele havia negociado com os godos. Quando a campanha gótica terminou na vitória romana na batalha de Naissus em setembro, o sucessor de Galiano, Cláudio II, se voltou para o norte e negociou com os alamanos, que haviam se espalhado por toda Itália ao norte do rio Pó.
Após os esforços para assegurar uma retirada pacífica falharem, Cláudio forçou os alamanos à batalha do Lago Benacus em novembro. Os alamanos foram derrotados, forçados a voltar à Germânia, e não ameaçaram o território romano por muitos anos depois.
Sua mais importante batalha contra Roma aconteceu em Argentoratum (atual Estrasburgo) em 357, quando foram derrotados por Juliano, último imperador pagão de Roma, sendo o rei alamano Chnodomar (“Chonodomarius” ) feito prisioneiro.
Em 2 de janeiro de 366, os alamanos cruzaram em grande número o Rio Reno congelado, para invadir as províncias galesas.
Na grande invasão de 406, onde vários povos entraram no [[Império Romano[[, os alamanos parecem ter cruzado o rio Reno, conquistando e então se fixando onde hoje é a Alsácia e grande parte da Suíça. A Crônica de Fredegar conta que em Alba Augusta (Aps) a devastação foi tão completa que o bispado foi removido para Viviers, mas Gregório conta que em Mende, Lozère, também no coração da Gália, o bispo Privatus foi forçado a sacrifícios a ídolos em várias cavernas onde eram antes venerados, o que deve resumir os horrores da violência bárbara.
batalhas entre romanos e alamanos:
268, Batalha do Lago Benacus – os romanos, sob a liderança do imperador Cláudio II, derrotam os alamanos.
271
Batalha de Placência – o imperador Aureliano é derrotado pelas forças alamanas que invadem a Itália.
Batalha de Fano – Aureliano derrota os alamanos, que iniciam a retirada da Itália
Batalha de Pavia – Aureliano destrói o exército em fuga dos alamanos.
298
Batalha de Lingones – o imperador Constâncio Cloro derrota os alamanos.
Batalha de Vindonissa – nova vitória de Constâncio sobre os alamanos.
356, Batalha de Reims – o imperador Juliano é derrotado pelos alamanos.
357, Batalha de Estrasburgo – Juliano expulsa os alamanos da Renânia.
367, Batalha de Solicinium – os romanos sob o imperador Valentiniano I derrota outra incursão alamana.
378, Batalha de Argentovaria – o imperador romano ocidental Graciano vence novamente os alamanos.
O reino (ou ducado) da Alamânia entre Estrasburgo e Ausgsburgo durou até 496, quando os alamanos foram conquistados por Clóvis I na batalha de Tolbiac. A guerra com os alamanos formou o cenário da conversão de Clóvis, brevemente descrita por Gregório de Tours (Book II.31). Subseqüentemente os alamanos passaram a fazer parte dos domínios francos e foram governados por um duque franco.
Em 746, Carlomano acabou com um levante alamano executando sumariamente toda a nobreza alamana em Cannstatt, e por todo o século seguinte, a Alamânia foi governada por duques francos. Após o Tratado de Verdun de 843, a Alamânia se tornou uma província do reino oriental de Luís o Germânico, precursor do Sacro Império Romano-Germânico. O ducado persistiu até 1268.
Reis
Chrocus 306
Mederich (pai de Agenarich, irmão de Chnodomar)
Chnodomar 350-357
Vestralp 357-359
Ur (rei alamano) 357-359
Agenarich (Serapio) 357
Suomar 357-358
Hortar 357-359
Gundomad (co-regente cm Vadomar) 354
Ursicin 357-359
Makrian 368-371
Rando 368
Hariobaud século IV
Vadomar 354-360
Vithicab 360-368
Priarius ?-378
Gibuld (Gebavult) c. 470
Duques sob domínio franco
Butilin 539-554
Leuthari I before 552-554
Haming 539-554
Lantachar até 548 (diocese de Avenches)
Magnachar 565 (diocese de Avenches)
Vaefar 573 (diocese de Avenches)
Theodefrid
Leutfred I até 588
Uncilin 588-607
Gunzo 613
Chrodobert 630
Leuthari II 642
Gotfrid até 709
Willehari 709-712 (em Ortenau)
Lantfrid 709-730
Theudebald 709-744
A cristianização dos alamanos ocorreu no período merovíngio (entre os séculos VI e VIII). As fontes são escassas, mas na metade do século VI, o cronista bizantino Agathias de Myrina registra, no contexto das guerras dos godos e francos contra Bizâncio, que os alamanos que lutavam entre as tropas do rei franco Teodebaldo eram tal qual os francos em todos os aspectos, exceto na religião, porque
“cultuavam árvores, rios, colinas e desfiladeiros como deuses, e decapitavam cavalos e vacas, e inúmeros outros animais, como se fosse um rito sagrado”,
adicionando- se a isso a particular crueldade dos alamanos na destruição de santuários cristãos e pilhagem de igrejas enquanto os francos genuínos eram respeitosos em relação a esses santuários. Agathias expressa sua esperança de que os alamanos poderiam assumir melhores maneiras através do prolongado contato com os francos, o que em todos os aspectos finalmente aconteceu.
Os apóstolos dos alamanos foram São Columbano e seu discípulo São Galo. Jonas de Bobbio registra que São Columbano estava em atividade em Bregenz, onde interrompeu um sacrifício a Woden. Por algum tempo, os alamanos parecem ter continuado suas atividades cultuais pagãs, com apenas elementos superficiais ou sincréticos cristãos. Particularmente, não há mudanças nas práticas funerárias, e sepulturas guerreiras continuaram a ser erigidas por todo o período merovíngio. O sincretismo do tradicional culto animal germânico com o simbolismo cristão também está presente nas artes, mas o simbolismo cristão se torna mais e mais preponderante durante o século VII. Diferente da cristianização dos saxões e dos eslavos, os alamanos parecem ter adotado o cristianismo gradativamente, e voluntariamente, disseminado pela imitação da elite merovíngia.
De cerca de 520 até 620, houve uma onda de inscrições do tipo Elder Futhark. Cerca de 80 amostras sobreviveram, aproximadamente metade delas em fíbulas, outras em fivelas de cintos e em outras jóias e partes de armas. O uso de runas decai com o avanço do cristianismo.
O estabelecimento do bispado de Constança não pode ser exatamente datado e foi possivelmente criado para si próprio por São Columbano (antes de 612). De qualquer forma, já existia em 635, quando Gunzo nomeou João de Grab bispo. Constance foi um bispado missionário nas terras recentemente convetidas, e não olhou para trás para a história antiga da igreja romana (diferente de Basiléia, sede episcopal a partir de 740, que continuou a linha de bispos de Augusta Raurica). O estabelecimento da igreja como uma instituição reconhecida pelos governantes seculares também é visível na história legal. No início do século VII o Pactus Alamannorum brevemente menciona os privilégios especiais da igreja, enquanto a Lex Alamannorum de Litfrid (720) possui um capítulo inteiro reservado para assuntos eclesiásticos.
A Alamânia perdeu sua identidade jurisdicional distinta quando Carlos Martel a absorveu dentro do império franco, no começo do século VIII. Hoje, o alemânico é um termo lingüístico que se refere à língua alemânica, abrangendo os dialetos do sul de dois terços do estado alemão de Baden-Württemberg, do oeste do estado alemão da Baviera, do estado austríaco de Vorarlberg, o suíço-alemão da Suíça e a língua alsaciana da Alsácia (França).
Germano-Báltico:
Os Germano-Bálticos (em língua alemã, Deutsch-Balten, Deutschbalten, por vezes Baltendeutsche) , são uma etnia germânica que habita a costa oriental do Mar Báltico, na zona que hoje forma a Estônia e a Letônia.
No padrão da colonização germânica do Báltico, esta área consistia nos seguintes territórios:
Estlândia ou Estónia (em latim: Estônia), que corresponde grosso modo à metade norte da Estónia de hoje; principais cidades: Reval (Tallinn), Narwa (Narva).
Livlândia ou Livónia (em latim: Livonia), aproximadamente a metade sul do que é hoje a Estónia e a metade norte do que é hoje a Letônia; principais cidades: Riga, Dorpat (Tartu).
Curlândia ou Curónia (em latim: Couronia; em inglês: Courland), corresponde aproximadamente à metade sul do que é hoje a Letônia; principais cidades: Mitau (Jelgava), Windau (Ventspils), Libau (Liepaja).
Ilha de Ösel (Saaremaa), hoje da Estónia; principal cidade: Arensburg (Kuressaare) .
Germano-bálticos notáveis:
Karl Ernst von Baer, biólogo
Michael Andreas Barclay de Tolly, marechal-de- campo e Ministro da Guerra (Rússia)
Fabian Gottlieb von Bellingshausen, almirante e explorador naval (Rússia)
Alexander von Benckendorff, general e estadista (Rússia)
Konstantin von Benckendorff, general e diplomata (Rússia)
August Johann Gottfried Bielenstein, linguista, etnógrafo e teólogo
Johann Christoph Brotze, pedagogo e etnógrafo
Georg Dehio, historiador de arte
Kaspar von Dönhoff, Reichsfürst Imperial e diplomata polaco
Heinz Erhardt, comediante, músico, entertainer e ator
Johann Friedrich von Eschscholtz, botânico e naturalista
Gregor von Helmersen, geólogo
Immanuel Kant, filósofo
Alexander Keyserling, geólogo, paleontólogo
Lionel Kieseritzky, mestre xadrezista
Otto von Kotzebue, oficial da marinha e explorador (Rússia)
Adam Johann von Krusenstern, almirante e explorador naval (Rússia)
Ernst Gideon Freiherr von Laudon, marechal-de- campo e comandante-chefe das forças armadas (Áustria)
Heinrich Lenz, físico
Evgenii Miller, general e contra-revolucioná rio (Rússia)
Karl Nesselrode, diplomata e estadista
Alexander von Oettingen, teólogo
Wilhelm Ostwald, químico
Johann Patkul, nobre da Livónia
Alexander Pilar von Pilchau, pintor
Wolter von Plettenberg, mestre da ordem da Livónia
Georg Wilhelm Richmann, físico
Alfred Rosenberg, “filósofo” do partido nazi julgado no Julgamento de Nuremberg
Thomas Johann Seebeck, físico
Jakob von Uexküll, biólogo, semiótico
Roman von Ungern-Sternberg, comandante das Forças Bracas Russas, senhor da guerra
Edgar von Wahl, creiador da Interlingua
Peter P. von Weymarn, químico
Gero von Wilpert, escritor
Ferdinand von Wrangel, almirante e explorador naval (Rússia)
Peter von Wrangel, militar, líder do Movimento Branco no sul da Rússia
Patriarca Alexius II, Patriarca de Moscovo e de toda a Rússia, chefe da Igreja Ortodoxa Russa
Francos:
Os francos formavam uma das várias tribos germânicas que adentraram o espaço do império romano a partir da Frísia como foederati e estabeleceram um reino duradouro na área que cobre a maior parte da França dos dias de hoje e na região da Francônia na Alemanha, formando a semente histórica de ambos esses países modernos.
O reino franco passou por várias partilhas e repartições, já que os francos dividiam sua propriedade entre os filhos sobreviventes, e como não tinham um senso amplo de uma republica publica, conceberam o reino como uma grande extensão de uma propriedade privada. Essa prática explica em parte a dificuldade de descrever com precisão as datas e limites físicos de quaisquer um dos reinos francos e quem reinou sobre as várias seções. A retração da alfabetização enquanto os francos reinaram agrava o problema: eles produziram poucos registros escritos. Em essência no entanto, duas dinastias de líderes sucederam uma a outra, primeiro os merovíngios e depois os carolíngios.
A palavra franco significava “livre” na língua franca. A liberdade não se estendia às mulheres ou à população de escravos que se instalou junto com os francos livres. Inicialmente havia duas subdivisões principais entre os francos: os francos sálios ou salianos (“salgado”) e os ripuários ou ripurianos (“rio”). Por volta do século IX essa divisão havia se tornado virtualmente inexistente, mas continuou por algum tempo a ter implicações para o sistema legal sob o qual a pessoa poderia ser julgada.
A história dos primeiros francos permanece relativamente indistinta. Nossa principal fonte, o cronista galo-romano Gregório de Tours, cuja Historia Francorum (História dos francos) cobre todo o período até 594, cita outras fontes de resto perdidas como Sulpício Alexandre e Frigerido e se aproveita do contato pessoal de Gregório com muitos francos famosos. Além da História de Gregório há outras fontes romanas, tais como Amiano e Sidónio Apolinário.
Estudiosos modernos do período das migrações sugerem que o povo franco emergiu da unificação de vários grupos menores de germânicos (Usipeti, Tencteri, Sugambri e Bructeri) habitando o vale do Reno e as terras imediatamente ao leste, um desenvolvimento social relacionado talvez à crescente desordem e revolta vivenciada na área como resultado da guerra entre Roma e os Marcomanos, que começou em 166, e os conflitos subseqüentes do final do século II e o século III. Por sua vez, Gregório declara que os francos viveram originalmente na Panônia e mais tarde se estabeleceram nas margens do Reno. Uma região no nordeste da Holanda— norte da antiga fronteira do império romano — tem o nome de Salândia, e pode ter recebido esse nome dos sálios.
Por volta de 250, um grupo de francos, tomando vantagem do enfraquecimento do império romano, penetrou até Tarragona na Espanha atual, atormentando a região por cerca de uma década até ser subjugado e expulso por forças romanas. Cerca de quarenta anos mais tarde, os francos tiveram a região de Scheldt sob seu controle e interferiram com os canais para a Britânia; as forças romanas pacificaram a região, mas não expulsaram os francos.
Embora tenha sido um acidente histórico, a unificação da maior parte do que é agora a Europa ocidental e central sob um único soberano proporcionou um terreno fértil para a continuação do que é agora conhecido como a Renascença carolíngia. Apesar das mortíferas campanhas militares quase constantes que o império carolíngio suportou, a extensão do reino franco e do cristianismo romano sob uma área tão grande proporcionou a unidade fundamental por todo o império. Cada parte do império carolíngio se desenvolveu de forma diferente; o governo e cultura franca dependiam muito dos regentes individuais e seus objetivos. Esses objetivos mudaram de maneira tão fácil quanto as mutáveis alianças políticas entre as famílias líderes francas. No entanto, essas famílias, incluindo os carolíngios, todas compartilhavam das mesmas crenças e idéias de governo básicas. Essas idéias e crenças tinham suas raízes em antecedentes que se baseavam tanto na tradição romana quanto na germânica, uma tradição que começou antes da ascensão carolíngia e continuou até certo ponto mesmo depois da morte de Luís, o Pio e seus filhos.
Quando os historiadores modernos (do final do século XVIII em diante) remontam a um exemplo de Europa unificada, eles se voltam ao império carolíngio e não ao império romano. Se o império carolíngio durou (ou, pode-se dizer, se ele sequer existiu como império “propriamente dito”) num sentido geográfico ou político não tem influência substancial nessa visão. O modelo de vários reinos individuais (ou regna, para lhe dar os nomes corretos) sob um regente ressoa de maneira clara hoje. Pode-se argumentar que as divisões de Verdun ainda forneceram as bordas gerais da Alemanha, França e Itália, mas dificilmente alguém pode supor que elas proporcionaram qualquer tipo de divisão cultural. Elas não podem dividir o legado germânico-romano cristão começado pelos carolíngios.
Também vale notar que o termo “franco” (por exemplo al-Faranj em arábico ou Falangji em chinês) foi usado na Idade Média para descrever qualquer europeu. Durante as Cruzadas, quando os europeus na maioria das vezes lutaram unidos, eles chamaram a si mesmos “francos”.
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23 Comentários leave one →
  1. 29, 08, 2009 12:09 pm

    PEEIDEI

  2. Rafael Passos Tenório permalink
    10, 02, 2010 10:32 am

    que bom

  3. 22, 11, 2010 9:17 am

    qqqqqqqqqqqqqqqqq bosta

  4. 16, 02, 2011 7:35 pm

    isso e incrivel mas quanta coisa meudeus

  5. 18, 10, 2011 7:00 pm

    legal

  6. gabrielle permalink
    1, 11, 2011 8:28 am

    eu preciso os aspectos dos vândalos

  7. gabrielle permalink
    1, 11, 2011 8:29 am

    vâdalos

  8. 5, 11, 2011 7:28 am

    naum tem nada sobre os alanos q bosta

    • leticia ribeiro da silva permalink
      24, 10, 2012 6:17 pm

      meu eu quero saber sobre alanos nao tem bosta nenhuma disso

  9. Não te interesa permalink
    8, 11, 2011 4:33 pm

    Que taxtaõ num dava pr fzr um pelo resumo?num era o que eu procurava

    • Não te interesa permalink
      8, 11, 2011 4:35 pm

      Que textão num dava pr fzr um belo resumo?num era o que eu rocurava
      eu escrevi errado

  10. 25, 11, 2011 1:54 pm

    MEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEERDEI

  11. 25, 11, 2011 2:02 pm

    LOUCO DE BUNDA
    OI POOVO

  12. lucas permalink
    12, 03, 2012 3:22 pm

    peste grande afff 😀

  13. alessandro permalink
    12, 04, 2012 1:33 pm

    que lixo

  14. alessandro permalink
    12, 04, 2012 1:34 pm

    so tem merda
    sobre alamano sachei esse texto no outro site

  15. gabriel del´gaudio fagundes permalink
    3, 05, 2012 9:08 am

    eu quero um site que de a resposta que eu procuro direto nao em textos enormes gigantescos

  16. 16, 05, 2012 12:46 pm

    que porcaria!!!

  17. 22, 10, 2012 1:54 pm

    esses site é uma meeeeerdaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

  18. Camilla pratyz permalink
    27, 01, 2013 4:40 pm

    nossa vey tem algumas coisa interessantes . Mas eu concordo com vc Beatriz isso é uó!!!!

  19. NÃO SEI :) permalink
    23, 10, 2013 7:16 pm

    q merda

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