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A Cabalá Contemplativa – Origem

8, 06, 2009

A história da Cabalá Contemplativa nasceu junto com a visão do patriarca Abraão, a mais de 3700 anos, de um mundo com mais desejo de compartilhar e através das profundas revelações que se estabeleceram com a revelação do Sêfer Yetzirá (Livro da Formação).
Abraão transmitiu, por diversas gerações, a um número muito restrito de pessoas os seus conhecimentos, mantendo-os guardados para que as futuras gerações pudessem beber da fonte de tanta sabedoria.
Muitas gerações depois, Rav Akiva (século II), teria visto que chegara o momento de revelar os profundos segredos do Sêfer Yetzirá e parte para a empreitada de divulgar seu conhecimento para um numero extraordinariamente grande de discípulos. Perseguido pelo Império Romano, teve apenas dois de seus discípulos vivos: Rav Shimon Bar Yochai e Rav Meir Haness.
Rav Meir Haness teria recebido o conhecimento das “otioth” (chaves das permutações das letras do alfabeto hebraico), e tendo se refugiado em uma ilha do mediterrâneo, transmitiu secretamente estes ensinamentos a diversos discípulos que por séculos continuaram mantendo todo este corpo de conhecimento em segredo.
Dez séculos depois um grande mestre da Cabalá e, parte da linha de sucessão que vinha desde o tempo de Rav Akiva se estabeleceu em Barcelona. Seu nome era Rav Baruch de Togarmi (século XII), que já em avançada idade, veio a conhecer o então jovem cabalista de Toledo – Rav Avraham Abuláfia (séc XIII) – que recebeu de Rav Togarmi os profundos segredos do Sêfer Yetzirá. Rav Avraham Abuláfia organizou e fundamentou todo o corpo de conhecimento da Cabalá de Rav Akiva, denominando-a de Cabalá Profética ou, como ficou conhecida mais tarde, a Cabalá Contemplativa.
Rav Avraham Ben Samuel Abuláfia foi o cabalista que mais escreveu obras de Cabalá, e formou o sistema de formação de pequenos grupos denominados “Chug” (Círculo).
Durante anos formou mais de vinte “Círculos” de estudo por diversos lugares na Europa: Toledo, Gerona, Barcelona, Malta, Roma, Grécia, Acco, Ilha de Komino, Sul da França, Belmonte (Portugal) e Marrocos.
Entre os seus discípulos o que mais veio a se destacar foi Rav Yehudá Albutini, que escreveu o Shulam Haaliá (“A Escada da Ascensão”).
Após a morte de Rav Abuláfia, Rav Albutini assumiu todo o trabalho de divulgação da Cabalá Contemplativa.
Alguns anos depois deixando esta missão para Rav Moshé Chaim Toledo que estabeleceu uma última resistência dos “Círculos” abulafianos na Península Ibérica. Anos mais tarde teria como último representante na Espanha do século XVI, Rav Yacov Shemach, que teve que sair em função da pressão da inquisição e foi para Sfat (que já era o grande círculo de formação de cabalistas da época), em Israel. Rav Yacov Shemach chega a influenciar profundamente as obras do cabalista Chaim Vital em função dos conhecimentos da Cabalá Contemplativa revelados na ocasião. Rav Yacov Shemach chega a sair de Sfat e tenta formar uma Academia de Cabalá em Jerusalém, sem muito sucesso, e retorna para o ocidente indo para Marrocos, onde uma grande abertura para a Cabalá se mantinha fiel aos princípios de Rav Abuláfia. Antes de morrer, Rav Yacov Shemach deixa a liderança do movimento com Rav David Geller Ben Kadosh que finalmente consegue retornar as atividades dos “Círculos” de estudos tanto na França quanto em Portugal.

Em 1930 um cabalista de Belmonte (Portugal), recebe a revelação de que devia iniciar a construção de uma obra espiritual de grandes proporções e com um profundo impacto social, seu nome era Yosef Mello Bastos.
Pela primeira vez começava a se formar a idéia da Academia de Cabalá e seu modelo de trabalho idealizado nos ensinamentos de Rav Abuláfia. Rav Yosef de Mello Bastos dirigia um “Círculo” de estudos abulafianos denominado “Chug B’nei Tzeruf” (O Círculo dos filhos da Permutação).
Iniciado por Rav Yosef de Mello Bastos e em seguida por Rav David Benari que finalmente passa esses ensinamentos para o filho Rav Daniel Benari, que estabelece o Brasil como, o local onde a Cabalá Contemplativa formaria sua base para a construção da tão sonhada Academia de Cabalá. Rav Daniel Benari construiu um círculo de estudos de grande profundidade baseado na Cabalá Abulafiana – o “Chug Aron Habrit” (Círculo da Arca da Aliança) – onde iria estudar o cabalista Rav Mario Meir. Rav Daniel Benari era descendente de uma família de cabalistas portugueses de Belmonte, remanescentes dos antigos “círculos” abulafianos e esperava fixar no Brasil a base para a construção de todo um conjunto de idéias plantadas por Rav Abuláfia há centenas de anos.

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