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Cabalá e Coração

11, 06, 2009

A Cabalá e de seus efeitos práticos em nosso cotidiano se aprendidos e usados adequadamente, oferecem ao homem uma fonte inesgotável de sabedoria, ajudando-o a lidar com as realidades da vida.
Por isso, grandes rabinos e cabalistas, como o Baal Shem Tov, e, mais recentemente, o Rebe de Lubavitch, estimularam e ajudaram a difundir o pensamento cabalístico através de ensinamentos acessíveis a todos.
Acreditavam que, mesmo sem entrar nas profundezas esotéricas de seus ensinamentos, a sabedoria que a Cabalá incorpora tem o poder de enriquecer a vida.

A necessidade de acessar esse conhecimento mais profundo se tornou ainda mais premente hoje, quando temos que diariamente enfrentar um mundo cada vez mais complexo.
O Rebe de Lubavitch afirmava que “as mulheres, mais do que os homens, sabem disto”.
Porque, costumava dizer, hoje em dia, elas têm uma agenda dupla: criam a próxima geração – como sempre o fizeram – e estão totalmente integradas na parte social e econômica da sociedade.
À medida que vou percorrendo o mundo, sinto que as pessoas querem algo mais significativo em suas vidas.
Quando ocorrem coisas significativas em nossas vidas e no mundo, acordamos para nossa dimensão mais profunda.
O último Rebe de Lubavitch dizia que cada um de nós pode projetar seu pensamento para alguém do outro lado do mundo e isto pode afetá-lo material e espiritualmente.
Uma pesquisa feita em laboratórios em várias partes do mundo pode ajudar-nos a compreender esta idéia.
Durante a experiência, duas pessoas colocadas em dois quartos separados, sem se comunicarem, são submetidas a um eletroencefalograma. Pede-se então, para uma das pessoas tentar transmitir um sentimento de compaixão para a do outro quarto. O eletroencefalograma registra a mensagem de compaixão.
Durante outra pesquisa, pedia-se para que uma pessoa observasse um tubo de ensaio com enzimas, que estivesse a um metro e meio de distância, e tentasse interferir no funcionamento das enzimas.
Chegou-se à conclusão de que o pensamento pode alterar até mesmo um tubo de ensaio.

Estabelecido que o homem tem o poder de afetar até o funcionamento de uma enzima, a grande pergunta é:
Como mudar a nós mesmos?
Como atingir um equilíbrio em nossa vida?

D’us criou o ser humano com um desafio embutido nele.
Para explicar, falarei mais sobre a fisiologia e sobre as descobertas da última década.
Sabemos que o ser humano tem três cérebros: a mente animal, responsável por nosso instinto, pela sobrevivência; a mente responsável pelas nossas emoções; e o córtex, responsável pela parte superior da mente.
A novidade é a descoberta de que o fluxo de transmissão dos neurônios entre a mente e o corpo e entre o coração e o corpo trabalham em velocidades diferentes. Na verdade, o neurônio trabalha três vezes mais rápido na parte das emoções do que no córtex, ou seja, a pessoa “sente” três ou quatro vezes mais rápido do que “pensa”.
E é por isso que estamos sempre buscando desculpas.
Por exemplo, você passa por uma loja e vê uma roupa que lhe agrada e tem vontade de comprá-la.
O que você faz?
Pensa em 101 motivos para comprá-la, mesmo que já tenha três iguais em seu guarda-roupa.
Como se chama isso?
Racionalização do sentimento.
É que o coração captura e aprisiona a mente.
É o sentimento aprisionado ao raciocínio.

O Alter Rebe, o primeiro Rebe de Lubavitch escreveu a obra Tanya com a finalidade, de tornar a Cabalá acessível.
A obra ensina algo de extrema importância:
“Moach Shalit Al-Halev”, isto é, a mente domina o coração.
A mente deve dar a forma ao coração.
O que é mente?
É a direção, uma bússola.
O que é emoção?
Emoção é a energia.
Não podemos usar só a mente e ser uma pessoa inteligente, porém fria e calculista. Por outro lado, não faz sentido ser uma pessoa totalmente emocional.
Às vezes os sentimentos não são adequados ou são direcionados ao lado errado.

Você pode ser uma pessoa extremamente boa, ter muita compaixão. Mas, se permitir que seus sentimentos fluam de forma errada, pode ferir outra pessoa.
Veja o exemplo de pais amorosos que não conseguem controlar seus sentimentos pelo filho. A criança talvez possa ter problemas e os pais tentam compensar dando sempre tudo que ela pede. O resultado é uma criança malcriada.
Há amor e compaixão, mas não usados de forma sábia.

O Alter Rebe também ensinava:
“É preciso que a mente esteja sob o domínio do coração em equilíbrio”.
E qual é o equilíbrio?
Primeiro vem a direção – a mente, moach – e depois os sentimentos.
Não confundam!
Não estou falando em reprimir sentimentos.
Estou falando em reaprender a permitir que nosso coração flua de forma sábia.
A emoção é a forma como a alma flui através do coração.
Já a mente é a forma como essa mesma alma flui pela fisiologia cerebral.
Será que o indivíduo consegue treinar novamente a forma como a alma flui através da mente?
Será que consegue fazer o mesmo com a maneira pela qual a alma flui pelo coração?
Em outras palavras, será possível reaprender a interpretar a realidade de forma diferente?
Sim, é possível!

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One Comment leave one →
  1. Karol permalink
    14, 06, 2009 2:16 pm

    Sentimento e emoção são diferentes. Emoção flui do ego. Sentimento flui da alma.

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