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O SER VOLUNTÁRIO

20, 02, 2010

É público e notório que gosto, preferências, sejam lá quais forem, não só devemos respeitar, como também não discutir, pois é algo particular, é de cada um.

Porém, é sempre bom lembrarmos que opiniões e sugestões, desde que não sejam negativas e invada a privacidade, são sempre bem vindas, e na verdade, é sempre bom ouvir idéias externas, para termos um “algo mais” em nossas decisões.

Tenho visto muitas pessoas e profissionais insatisfeitos em suas ocupações, sua vida, seus amores, enfim, buscando algo, motivações, mudanças, e muitos, buscam através de Trabalhos Voluntários, preencher o vazio e de “quebra” fazer o bem, desenvolvendo-se e desenvolvendo pessoas.

Certa vez, depois de muitos anos de voluntariado, lembro-me que um colega do Curso para atendimento de pessoas carentes e doentes, disse-me: “Sinto até vergonha de te dizer, mas não tenho coragem e nem estômago para fazer estes trabalhos que você faz”

O que me fez pensar: – “Todos podem ter acesso aos Trabalhos Voluntários existentes, seja ele qual for, religioso, na formação de grupos assistenciais, em ONG´s, onde quer que seja, mas nem todos conseguem realizá-los”.

No entanto, seja no trabalho profissional, como no trabalho voluntário, existe algumas particularidades que não podem ser desprezadas no momento da escolha:

– Jeito prá coisa;

– Talento;

– Desprendimento;

– Humildade, etc.

E, se caso não possua alguma, não deve ser motivo de vergonha, pois todos temos vontade de fazer um monte de coisas, mas nem sempre dá, algumas podemos e outras não, é natural.

Durante alguns anos, fui convidado para prestar serviço em uma ONG Cultural a 300km de São Paulo nos finais de semana, confesso que me esgotava, mas valia à pena, ouvi de uma certa pessoa que mal me conhecia: “Puxa, não sei porque você vai tão longe, sendo que aqui tão perto tem pessoas precisando também”.

Acontece, que quando nos dispomos a fazer algo de bom, com desprendimento sem querer algo em troca e sentir-se útil, não há distância que nos faça desistir, e não podemos ficar escolhendo, condicionando ou esperando o chamado, é se encher de disposição e coragem, e ir em frente, buscar Numa entrevista de emprego, um candidato referiu-se ao Serviço Voluntário que gostaria de fazer um para conseguir um “lugarzinho no céu”, pois tinha dó das pessoas e queria fazer algo por elas.

Nem uma coisa nem outra.

Seja lá o que for feito, não garante “lugar no céu”, e nem deve ser por aí, na base da troca, tampouco por dó de alguém, e sim por amor ao próximo como a si mesmo, tratar aos outros, como gostaria de ser tratado, independente de qualquer conotação religiosa.

Samuel Andrade

Consultor Corporativo RH

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