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Governança Corporativa é chave para impulsionar valorização das companhias

5, 06, 2010

Estudos apontam que investidores pagariam 20% a 40% mais por companhias que se dedicam às melhores práticas. Para Korn/Ferry International, a chave está na formação de Conselhos de Administração mais eficientes

Como as companhias podem tornar seus Conselhos de Administração mais eficientes? Segundo estudos conduzidos pela Korn/Ferry International, empresa líder global em soluções para gestão de talentos executivos, três ingredientes são fundamentais: competência, comprometimento e química. Na liderança deste tema está Charles King, que está entre as três principais autoridades do mundo sobre o assunto e atualmente também na liderança da prática de Governança Corporativa na companhia. Em visita ao Brasil, o especialista esteve com CEOs, presidentes e membros de Conselhos de Administração, tanto para dividir sua experiência, quanto para analisar o cenário no mercado nacional.

Em seu trabalho, King observa um cenário otimista do país. Entretanto, avalia que embora as companhias brasileiras estejam experimentando um novo momento em seus negócios, ainda há necessidade de repensar as estruturas dos Conselhos de Administração. Segundo estudos realizados pela Korn/Ferry, ainda é comum encontrar empresas onde os Conselhos não têm interferência prática no direcionamento estratégico ou gerenciamento de riscos das companhias. Outra situação comum é encontrar Conselhos onde apenas familiares compõem o quadro.

Neste quesito, o próprio mercado dá o tom da urgência de se investir em mudanças. Dados recentemente apontados pelo mercado financeiro, demonstram que investidores pagariam de 20% a 40% a mais por companhias que tenham boa Governança Corporativa. Mais do que isso, indicadores do mercado, como o Moody´s – referencia importante no setor –, costumam posicionar as empresas em seu ranking de acordo com a qualidade de sua Governança.

Diante deste cenário, há uma questão fundamental: o que faz um Conselho de Administração ser eficiente? Para o especialista Charles King, que já prestou consultoria para as empresas listadas no ranking Fortune 500, o equilíbrio está em reunir executivos que tragam um mix adequado de competências ao time. Ou seja, buscar para o board profissionais que tragam em suas experiências profundo conhecimento das áreas essenciais ao sucesso do negócio. Entre as competências críticas apontadas pelo executivo estão:

– Operações – experiência em lidar com os processos e rotinas da empresa;

– Conhecer a indústria onde a empresa está inserida e também o próprio negócio a fundo;

– Financeiro – habilidade de avaliar as operações financeiras da companhia, inclusive gestão de riscos e controles internos.

– Experiência em gestão internacional;

– Vendas/Marketing – conhecimento das estratégias e modelos de negócios mais eficientes para a companhia;

– Tecnologia – domínio das soluções tecnológicas que possa impulsionar o sucesso da empresa;

– Diversidade – habilidade de lidar com as minorias e incluí-las de maneira efetiva no ambiente da empresa;

– Experiência anterior em Conselhos.

Além das habilidades dos membros dos Conselhos, também há o fator humano que precisa ser considerado para a eficiência deste processo. “Os Conselhos mais eficientes são conhecidos por criar um ambiente de respeito, confiança e honestidade”, afirma Paulo Amorim, sócio-diretor da Korn/Ferry, responsável pela prática de Board Services no Brasil.

Estudos realizados pela Korn/Ferry apontam algumas questões chaves neste processo. A primeira delas é firmar uma relação de confiança: o CEO precisa confiar no Conselho e o Conselho precisa confiar no CEO. Assim, ficam permitidas as discussões construtivas com espaço para eventuais dissensões e busca por novas soluções consensuais.

Outra questão importante é que os conselheiros devem focar esforços no pensamento estratégico de longo prazo, buscando sempre soluções inovadoras, que fujam da fórmula tradicional. Mais do que isso, os membros do board precisam ser diretamente responsáveis por projetos ou áreas específicas da companhia, como por exemplo, visita a clientes ou outros projetos especiais.

Merece também atenção a necessidade de avaliação regular do desempenho dos conselhos e de seus membros individualmente. “É preciso entender como está a atuação dos conselheiros. Periodicamente as companhias devem olhar para seus conselhos e perguntar sinceramente quanto cada um dos membros contribui, como está sua participação individual e também o nível de energia que dedicam”, explica Paulo Amorim. “Essa avaliação constante pode garantir o sucesso do time e ajudar na detecção antecipada de qualquer falha na engrenagem”, acrescenta o executivo.

Link Original do Site Administradores

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