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Cresce a cada dia o número de denúncias de funcionários que sofrem algum tipo de assédio moral nas empresas em que trabalham.

15, 07, 2010

Cresce a cada dia o número de denúncias de funcionários que sofrem algum tipo de assédio moral nas empresas em que trabalham. Pode se considerar assédio moral qualquer tipo de afastamento sem informação, agressões verbais em qualquer tempo, desinformação e cobrança seguinte, não cumprimentar quando o fizer a todos e, até mesmo, uma promoção que não aconteça.


Para Gustavo Galleazzo, consultor e sócio da Moore Stephens Auditores e Consultores, há alguns fatores que levam ao crescimento desses casos. O primeiro deles é o cultural.

“É difícil separar uma explosão pontual (pode ser o perfil do gestor que deve ser trabalhada) de uma ação constante. Segundo estudos recentes, os mais pobres tendem a ser mais subservientes e, por serem pouco instruídos, acham normal”, diz.

Outros dois fatores que também devem ser levados em consideração são a ausência de leis, ou casos que possam ser divulgados, e a dificuldade para conseguir emprego. “Muitos se sujeitam a atividades que não são de seu perfil, mas precisam pagar as contas no final do mês e suportam as atitudes deselegantes”, explica.

Ao perceber que está sendo vítima de assédio moral, o funcionário deve primeiramente ter certeza da lisura de suas atitudes e, em seguida, coletar o máximo de fatos e evidências, se possível testemunhas, e levar ao conhecimento da chefia. É aí que entra um dos pontos de maior discussão quando se fala em assédio moral.

Como um líder/superior pode defender sua equipe desse tipo de agressão por parte de outros supervisores e mesmo do seu superior? Para o consultor, ele deve agir no sentido de interferir no processo, removendo da equipe ou influenciando a atitude tanto do assediado como do assediador.

Galleazzo alerta ainda que, quando a situação fica insuportável e não houve posição da chefia ou é ela quem ocasiona o assédio, o funcionário deve optar por duas vias. “Procurar outra posição sem denúncia ou denunciar o fato ao Ministério do Trabalho”, explica.

“O custo humano para quem sofre assédio moral é gigantesco. O funcionário perde de cara a produtividade, depois a auto-estima, e assim por diante”, acrescenta o consultor.

A rede Moore Stephens está presente no Brasil desde 1997, com seis escritórios localizados nas principais cidades do país, e vem notando uma taxa média de 35% de crescimento ao ano desde 2002.

Galeazzo é administrador e professor, com MBA em Gestão pela Baldwin Wallace College de Ohio, EUA, e Mestre em Engenharia da Informação pela Kent University. É professor nas disciplinas de Cenários, Estratégia, Gestão de Pessoas e Finanças Públicas, e também de diversos cursos de Pós-Graduação. Site: www.msbrasil.com.br

Características do assédio

A mesma autora que define assédio moral (Marie-France Hirigoyen)  destaca que a guerra psicológica no local de trabalho impõe dois fenômenos:

ü o abuso de poder

ü e a manipulação perversa

Para que se caracterize o assédio moral, é fundamental a intenção do assediador de atingir o empregado e a repetição.

Em geral, um ataque isolado não seria prejudicial, apenas causaria um certo incômido. O que faz o assédio moral ser violento, é a freqüência com que o ato é praticado.

O alvo do assédio moral é a pessoa, e o interesse maior ou menor de prejudicá-la.

Existem autores (Heinz Leymann), que estabelecem uma “proporcionalidade” para as agressões, dizendo que é preciso que uma ou várias das ofensas se repitam pelo menos uma vez por semana por um préiodo de tempo de, no mínimo, seis meses. Mas esta definição não abrange todas as possibilidades, pois alguma atitudes especialmente humilhantes podem destruir alguém em bem menos que seis meses.

Na maioria das vezes, o assediado acaba adoecendo em virtude do assédio. A doenças mais comuns são o estresse, a ansiedade (quando o assédio moral é recente), a depressão, e distúrbios psicossomáticos (rápido aumento de peso, gastrites, colites, úlceras de estômago, hipertensão arterial incontrolável, doenças de pele, indisposições, vertigens entre outras.

O fato é, que na justiça, quem vai definir se houve ou não o assédio moral é o Juiz, uma vez que não existe legislação específica sobre o assunto. Mas sem dúvida, a exigência da agressão pessoal (que pode ser verbal, física, escrita, etc) e da repetição da ação, são fundamentais.

Contra quem costuma ser praticado

ü trabalhadores com mais de 35 anos;

ü empregados recebem salários muito altos, não aceitam o autoritarismo e em geral têm mais competência que o agressor;

ü pessoas que se dedicam à empresa, trabalhando até mais tarde sem reclamar;

ü perfeccionistas e que não costumam faltar ao trabalho nem doentes.

ü trabalhadores que se sentem culpados facilmente;

ü pessoas que não têm mais resistência física para suportar as humilhações;

ü portadores de deficiência ou de problemas de saúde;

ü pessoas que tem religião ou orientação sexual diferente do agressor;

ü especialistas em determinadas atividades que têm as oportunidades limitadas;

ü homens em um grupo de mulheres e mulheres em um grupo de homens;

ü mulheres grávidas ou com filhos pequenos.

Daí se conclui, que o assédio moral em geral é praticado contra minorias, pessoas vulneráveis por timidez, idade, nível funcional ou contra a mulher em especial.

Perfil do agressor

ü Superior hierárquico (chefe, diretor, gerente) do empregado;

ü Colega;

ü Superior agredido por subordinado, em geral nos casos em que já existe um grupo formado na empresa e o superior vem de fora do grupo;

É importante salientar, que em qualquer das situações é obrigação do empregador punir o agressor.

Atitude do assediado

ü verificar, em primeiro lugar, se o que está ocorrendo é realmente assédio moral;

ü reunir provas para a comprovação do assédio para que o empregado possa ajuizar uma ação buscando indenização por dano moral. Em geral, estas provas são de testemunhas que presenciaram a situação.

ü denunciar o assédio aos recursos humanos, à CIPA e ao SESMT da empresa, além de informar ao sindicato profissional.

ü se não tiver sucesso com nenhum destes órgãos, procurar o Ministério do Trabalho e Emprego e solicite uma fiscalização no local ou uma mesa de entendimento com a empresa. Mas é importante saber que neste procedimento, a identificação será necessária.

Exemplos de assédio moral

ü humilhações pelo empregador ou superior hierárquico que atingem todos os empregados, com evidente intenção de forçar o pedido de demissão;

ü estabelecimento de metas impossíveis de serem atingidas e a cobrança constante por parte do empregador ou superior hierárquico (assédio clausular). Neste ponto, é importante salientar que não há nenhum problema em estabelecer metas de produtividade e motivar os empregados a atingi-las. O assédio surge quando as metas são irrealizáveis e o superior cobra humilhando o empregado, ou pressionando-o constantemente;

ü boicote por parte do superior ou empregador, ou seja, menos trabalho é transferido ou atividades bem menos complexas que as exercidas normalmente pelo empregado;

ü isolamento do assediado dos demais colegas em conjunto com a ridicularização ou menosprezo de suas atividades profissionais;

ü retirada do material de trabalho, impossibilitando o empregado de exercer suas atividades profissionais;

ü ataques freqüentes em relação à vida pessoal do empregado dentro do ambiente de trabalho;

Fonte: Lista RH Manaus

3 Comentários leave one →
  1. ELIANA OLIVEIRA permalink
    28, 11, 2010 8:02 pm

    Tentei, tentei, não consegui. QUERO SABER COMO PAGAR UMA EMPREGADA DOMESTICA QUE TIRA FERIAS TRABALHANDO..É: FERIAS + 1/3 + MES TRABALHADO?

  2. ANA permalink
    27, 06, 2011 10:51 pm

    passo por uma situação de acessidio moral não sei mais o que fazer me encontro nas mãos do meu supervisor.

  3. arlem farias leite permalink
    11, 10, 2012 9:57 pm

    o que devo fazer,sofri uma agressao a caminho do meu trabalho ainda estava em experiencia fiquei com sequelas dessa agressao a empreza falou que assim que eu terminar minha lisenca medica para me mandar embora fiquei sego do meu ollho esquerdo devido a pancada que peguei o que devo fazer

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